A cidade chinesa de Yulin celebrou ontem o seu festival anual de carne de cão, sob fortes medidas de vigilância, após a entrada em vigor da lei que proíbe a venda daquele tipo de carne na China. Em comunicado, a organização não-governamental Humane Society International (HSI), disse que a polícia de Yulin obrigou alguns comerciantes de carne de cão a encerrar os postos de venda. A proibição da venda de carne de cão entrou em vigor na China este mês, mas está a ser cumprida apenas parcialmente. “É encorajador ver como as autoridades de Yulin estão a aplicar o seu compromisso com a proibição (…) demonstra que, apesar de a medida não ser perfeita, está a ter um impacto real”, afirmou Peter Li, analista político da HSI na China. No entanto, e face aos protestos dos comerciantes, as autoridades chegaram a um acordo, que permite a venda de um máximo de dois cães por posto de venda. Segundo a organização, o volume de carne de cão à venda é “muito menor” do que em anos anteriores, quando cerca de 3.000 cães foram sacrificados.



