Foi entregue ao Conselho Executivo uma proposta a sugerir um reforço dos poderes das autoridades policiais de Macau, avançou ontem o Secretário para a Segurança. Wong Sio Chak assegurou que Macau “está seguro”, apesar da tensão sentida em Hong Kong, depositando ainda confiança na polícia da região vizinha em lidar com os protestos
Salomé Fernandes
O Secretário para a Segurança considera que “Macau está seguro”, apesar da instabilidade que se sente em Hong Kong. No seguimento de uma reunião com a 1ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, revelou ainda que entregou em Junho uma proposta ao Conselho Executivo sobre o reforço dos poderes policiais, mas não quis adiantar pormenores.
No âmbito da tensão sentida em Hong Kong, Wong Sio Chak reconheceu que os alertas a turistas que viajam para ambas as regiões acarretam “algum prejuízo” para a imagem da segurança da RAEM. No entanto, disse perceber essa forma de actuar dado que “muitos países não compreendem muito bem Macau e Hong Kong em termos geográficos”, pois “pensam que ficam juntos”. Para além disso, mostrou-se confiante na capacidade da polícia da região vizinha em lidar com os protestos e na sua “insistência para executar os trabalhos devidos”.
Sobre o caso dos residentes de Macau impedidos de entrar em Hong Kong, que se encontravam vestidos com camisolas pretas, comentou que “cada país e região tem as suas políticas de migração”.
Foi reportado pela imprensa regional que as autoridades do Governo Central estão a medir os riscos da visita oficial de Xi Jinping a Macau pelos 20 anos do estabelecimento da RAEM. Sobre estas preocupações, Wong Sio Chak assegurou que “não há instruções do Governo Central”, sublinhando que em “qualquer actividade e grande evento em Macau” as forças policiais do território têm a “responsabilidade de segurança” e de “avaliar a conjuntura”.
Por outro lado, o Secretário referiu que a vinda de indivíduos da região vizinha para Macau, envolvidos em crimes de drogas, pode estar associada ao Código Penal da RAEM, para além do preço de mercado. “Em Hong Kong têm pena de morte e existem muitos casos”, notou, reiterando que as autoridades mantêm uma cooperação próxima com os organismos da região vizinha.



