A Venezuela alegou ser vítima de um “linchamento político e financeiro” dos EUA, inspirado nos ideais racistas da “Ku Klux Klan” (KKK), depois de Washington ter reforçado as sanções a Caracas em retaliação contra a reeleição do Presidente Nicolás Maduro. “Alertamos a comunidade internacional sobre a ameaça à paz mundial que representa o regime supremacista, racista e intervencionista que governa em Washington”, acrescentou o Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano em comunicado. Cumprindo a ameaça de não ficar de braços cruzados se Maduro fosse reeleito, os EUA limitaram na segunda-feira a venda de títulos – incluindo as contas a receber – e activos públicos venezuelanos no seu território. Por sua vez, o Grupo de Lima (Canadá e 13 países latino-americanos), que convocou os seus embaixadores em Caracas para consultas, decidiu “reduzir o nível das relações diplomáticas” e agir para bloquear os fundos internacionais para a Venezuela. O Grupo de Lima, EUA e União Europeia não reconheceram os resultados das eleições, considerando-as fraudulentas. Em contraste, o Presidente russo felicitou Maduro, somando-se aos seus aliados Bolívia, Cuba, China e El Salvador, que pediram respeito pelos resultados. Maduro, de 55 anos, teve 68% dos votos contra 21% do ex-chavista Henri Falcón, que considerou o processo “ilegítimo”, acusando o governo de “compra de votos” e “chantagem” com os programas sociais.