A Câmara Municipal de Veneza aprovou um regulamento que restringe a abertura de lojas de souvenirs “made in China” e de moda de baixo custo na Praça de São Marcos ou no bairro de Rialto, dois dos principais pontos turísticos da cidade italiana. Segundo a agência ANSA, as novas regras, que ainda terão de ser ratificadas pelo governo da Região do Veneto, irão ser aplicadas durante pelo menos três anos e visam proteger a “autêntica identidade” do centro histórico de Veneza. Ao abrigo do regulamento, nessas duas áreas só poderão ser abertos estabelecimentos comerciais ligados à moda de alto padrão, livrarias, galerias de arte, antiquários, lojas de design, objectos preciosos e artesanato ou oficinas de restauro. Além disso, no prazo de seis meses, as lojas de artesanato artístico, categoria que inclui souvenirs, terão de especificar na vitrine o local de produção dos itens expostos. Com esta medida, as autoridades pretendem combater os souvenirs feitos na China e vendidos a preços mais baixos do que os produzidas na Itália. A Câmara de Veneza tem vindo a implementar diversas medidas para enfrentar o turismo de massa, responsável pelo esvaziamento populacional no centro histórico e o desaparecimento de actividades tradicionais. Depois de já terem agravado as multas contra comportamentos inadequados, como saltar para os canais venezianos, as autoridades preparam-se para instituir uma taxa para turistas que não pernoitam no centro histórico.

 

JTM com agências internacionais