STEVE WYNN PAGARÁ 20 MILHÕES USD À EX-EMPRESA

A Wynn Resorts aceitou receber 41 milhões de dólares do seu ex-presidente e de seguradoras no quadro de um acordo ligado ao escândalo sexual que envolve o magnata. Steve Wynn terá de desembolsar 20 milhões por danos e 21 milhões serão pagos por seguradoras em nome dos actuais e ex-funcionários da empresa, que opera casinos nos EUA e em Macau. A decisão, que terá de ser ratificada por um juiz de Las vegas, surge na sequência de acções judiciais interpostas por accionistas que acusaram os directores da empresa de não terem denunciado o suposto padrão de conduta sexual de Steve Wynn, que se demitiu em Fevereiro de 2018 mas negou as acusações. No mesmo comunicado, a Wynn Resorts assegurou que nem a empresa nem os seus actuais ou ex-directores ou executivos cometeram qualquer irregularidade em conexão com o acordo pendente que envolve vários fundos públicos de pensão.

 

LULA VAI RECORRER DE AGRAVAMENTO DE PENA DE PRISÃO

A defesa do antigo Presidente brasileiro Lula da Silva considerou “injusta” a decisão de um Tribunal Regional que aumentou a pena de prisão, assegurando que irá recorrer. “Todos (juízes) recorreram a argumentos, a posições políticas e a questão do direito ficou evidentemente desprezada. (…) É uma perseguição, não tenho dúvida”, disse o advogado Cristiano Zanin. A pena imposta num processo da operação Lava Jato foi aumentada de 12 e 11 meses de prisão para 17 anos, um mês e 10 dias de prisão. Os juízes consideraram Lula culpado dos crimes de corrupção e branqueamento de capitais, num processo sobre reformas numa casa de campo, alegadamente como pagamento de subornos pelas construtoras Odebrecht e OAS.

 

COREIA DO NORTE DISPAROU MAIS DOIS MÍSSEIS

A Coreia do Norte lançou ontem mais dois mísseis, numa nova acção aparentemente destinada a pressionar os EUA no quadro do diálogo sobre desnuclearização. Segundo o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Pyongyang disparou “dois projécteis de tipo desconhecido” nas proximidades da vila de Yeonpo, na província de Hamgyong Sul, por volta das 17h locais (16h em Macau).

 

27 MANIFESTANTES MORTOS PELA POLÍCIA NO IRAQUE

Pelo menos 27 manifestantes foram mortos e 165 ficaram feridos ontem no sul do Iraque, sobretudo em Nassiriya, cidade que está cercada por forças de segurança devido aos confrontos entre polícias e grupos de protesto, avançaram fontes médicas locais. Este número indica que o dia de ontem foi um dos mais mortais desde 1 de Outubro, quando começaram os protestos no Iraque para pedir a “queda do regime”, numa altura em que se assinala o primeiro ano do novo executivo iraquiano, que implementou uma série de reformas económicas alvo de contestação.

 

SYDNEY FLEXIBILIZA NORMAS SOBRE CONSUMO DE ÁLCOOL

A vida nocturna de Sydney ganhou ontem um estímulo com o anúncio da revogação da norma que estabelece onde e quando bebidas alcoólicas podem ser consumidas. Gladys Berejiklian, primeira-ministra de Nova Gales do Sul, indicou que, a partir de 14 de Janeiro, o horário de funcionamento dos pubs será prolongado e as leis que limitam o consumo de álcool depois da meia-noite vão ser flexibilizadas na maior parte do centro de Sydney. “Precisamos de garantir uma economia nocturna forte, que reflicta a nossa posição como única cidade verdadeiramente global da Austrália”, disse.

 

PAÍSES DA NATO ACEITAM REDUZIR “FACTURA” DOS EUA 

Os países-membros da NATO chegaram a um acordo que permitirá aos EUA reduzir a sua contribuição para o orçamento de funcionamento da Aliança, mas a França recusa participar no esforço solicitado, anunciaram ontem responsáveis da organização, citados pela agência AFP. Os EUA suportam actualmente 22,1% do orçamento da NATO – que supera 2,5 mil milhões de dólares em 2019 -, a Alemanha 14,7% e a França 10,5%, segundo uma fórmula baseada no Produto Nacional Bruto de cada país. Com este acordo, a percentagem dos EUA diminuirá para 16,35%. A Alemanha elevará a sua para o mesmo nível, e os demais aliados, com excepção da França, estão dispostos a pagar mais. Recentemente, o Presidente francês considerou que a NATO está em “estado de morte cerebral”.