CLÃ RAJAPAKSA REGRESSA AO PODER AO SRI LANKA

Após cinco anos na oposição, a poderosa família Rajapaksa regressou ao poder no Sri Lanka com a eleição presidencial de Gotabaya Rajapaksa, de 70 anos, que conquistou 52,2% dos votos, segundo resultados divulgados pela Comissão Eleitoral. Sete meses depois dos atentados “jihadistas” na Páscoa, o Sri Lanka retoma assim a relação com o clã que governou o país com mão de ferro entre 2005 e 2015, sob a presidência de Mahinda Rajapaksa, polémico irmão de Gotabaya. Segundo os resultados oficiais, o rival Sajith Premadasa obteve 41,99% dos votos nas eleições, que contaram com uma taxa de participação de 83,7%.

 

UM POLÍCIA MORTO E DEZENAS DE DETIDOS EM PROTESTOS NO IRÃO 

Pelo menos um polícia morreu e dezenas de pessoas foram detidas no Irão durante manifestações contra o aumento de 50% do preço da gasolina, uma medida que recebeu ontem o apoio do guia supremo do país, o aiatola Ali Khamenei. Desde sexta-feira várias cidades do Irão foram palco de protestos, sendo que só em Yazd, no centro do país, foram detidas 40 pessoas. As autoridades reduziram drasticamente o acesso à internet desde o início das manifestações, informou a agência Isna.

 

AUSTRALIANO ACUSADO DE INICIAR INCÊNDIOS PARA SALVAR CANÁBIS

Um australiano foi acusado de ter iniciado de forma deliberada os incêndios que devastam a costa leste do país com o objectivo de proteger a sua plantação de canábis, revelou a polícia local. O homem de 51 anos terá ateado fogo num ponto da cidade de Ebor, em Nova Gales do Sul. Segundo a polícia, tudo começou com uma tentativa de queimada, mas as chamas propagaram-se rapidamente e o suspeito não fez nada para tentar apagar o fogo. Quatro pessoas morreram e 300 casas foram destruídas pelas chamas, que devastaram mais de um milhão de hectares nos últimos dias.

 

BACHELET DENUNCIA USO EXCESSIVO DA FORÇA NA BOLÍVIA

A Alta Comissária dos Direitos Humanos da ONU alertou para “o uso desnecessário e desproporcional da força pela polícia e pelo Exército” que pode levar a situação na Bolívia a ficar “fora do controlo”. Michelle Bachelet disse que 14 pessoas morreram nos seis dias seguintes ao exílio do ex-presidente Evo Morales no México e lamentou que as mortes pareçam ser resultado do uso excessivo da força. O número de mortos em quase um mês de manifestações na Bolívia chegou a 23, segundo um balanço da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que condenou um decreto do governo interino que autoriza os militares a controlar a ordem e isenta os oficiais de responsabilidades penais.