Cimeira da APEC mostra China e EUA cada vez mais afastados

O Presidente chinês e o vice-presidente norte-americano trocaram ontem fortes argumentos sobre pontos de discórdia nos discursos que proferiram na 21ª Cimeira da APEC que junta na Papua-Nova Guiné, 21 líderes de países e territórios banhados pelo Oceano Pacífico. O vice Mike Pence disse que não haverá um recuo na política de Donald Trump, de combater a política comercial mercantilista da China e o roubo de propriedade intelectual que desencadeou este ano uma guerra tarifária entre as duas maiores potências económicas mundiais. O Presidente Xi Jiping, que discursou antes de Pence, antecipou muitas das críticas dos EUA, salientando que os países estão a enfrentar uma opção de cooperação ou de confronto. Expressou apoio ao sistema global de comércio livre frisando que “as regras feitas não devem ser distorcidas como se julgar conveniente e não devem ser aplicadas com padrões duplos para agendas egoístas”, disse Xi. “A Humanidade chegou novamente a uma encruzilhada”, sublinhou. “Que direcção devemos escolher? Cooperação ou confronto? Abertura ou fecho de portas? Progresso vantajoso para as duas partes ou um jogo de soma zero?”, questionou.

Amnistia apela a Hong Kong que retire acusações a líderes pró-democracia

A Amnistia Internacional (AI) defendeu que o Governo de Hong Kong deve desistir do processo “politicamente motivado” contra nove líderes pró-democracia do chamado Movimento dos Guarda-Chuvas, cujo julgamento começa na segunda-feira. “Este processo é um aCto de retaliação que visa silenciar o movimento pró-democracia. As acusações contra os nove ativistas devem ser retiradas, uma vez que o caso do Governo é baseado apenas no legítimo exercício do direito à livre expressão e manifestação”, disse Man-kei Tam, director da Amnistia Internacional Hong Kong. Entre os nove activistas em julgamento, num processo que remonta a 2014, estão o co-fundador da campanha “Occupy Central”, o advogado e professor Benny Tai Yiu-ting, o sociólogo Chan Kin-man e o reverendo Chu Yiu-ming, que enfrentam penas que poderão ir até sete anos de prisão.

Morreu o general Loureiro dos Santos na manhã de ontem

O general José Loureiro dos Santos, antigo ministro da Defesa Nacional e ex-Chefe do Estado-Maior do Exército, morreu ontem em Lisboa, aos 82 anos, vítima de doença, disse à agência Lusa fonte da família. Nascido em Vilela do Douro, concelho de Sabrosa, no distrito de Vila Real, em 2 de Setembro de 1936, José Alberto Loureiro dos Santos foi ministro da Defesa Nacional entre 1978 e 1980 nos IV e V Governos Constitucionais, chefiados por Carlos Mota Pinto e Maria de Lourdes Pintasilgo, ambos executivos de iniciativa presidencial de Ramalho Eanes. Para além das carreiras política e militar, Loureiro dos Santos foi professor do Instituto de Altos Estudos Militares como oficial general, no Instituto de Altos Estudos da Força Aérea, no Instituto da Defesa Nacional e Professor catedrático convidado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Ainfa como major, participou no planeamento e execução das operações do 25 de Novembro de 1975, , tendo porsteriormente sido nomeado Vice-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Portuguesas (como Tenente-Coronel graduado em General de 4 estrelas) acumulando, por inerência, as funções de membro do Conselho da Revolução. Foi durante muitos anos comentador televisivo em matérias militares internacionais.