A Ucrânia retomou ontem o bombeamento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba para a Europa, abrindo caminho para a aprovação preliminar de um empréstimo maciço da União Europeia (UE), que permitirá a Kiev reforçar as suas defesas.

A Hungria e a Eslováquia deixaram cair o veto ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, bem como ao 20º pacote de sanções à Rússia, permitindo à UE concretizar tais medidas.

“O transporte de petróleo começou e o bombeamento foi iniciado”, disse uma fonte do sector energético ucraniano à agência AFP.

A gigante energética húngara MOL indicou que esperava que “os primeiros carregamentos de petróleo, após a retomada do trecho ucraniano do sistema de oleodutos, cheguem à Hungria e à Eslováquia até amanhã [hoje]”.

O oleoduto Druzhba havia sido danificado em Janeiro após um ataque russo, o que interrompeu o fornecimento de petróleo para Hungria e Eslováquia. O Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orbán, derrotado nas legislativas de 12 de Abril, acusava a Ucrânia de adiar as reparações e bloqueava, em retaliação, o empréstimo europeu. A Eslováquia, país muito dependente do petróleo russo, também ameaçava impedir a aprovação do próximo pacote de sanções contra a Rússia.

A ajuda europeia deve permitir que a Ucrânia garanta os gastos públicos no período de 2026-2027.

Na terça-feira, o Presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, anunciou a conclusão das reparações no oleoduto. Em Março, tinha reclamado que a UE o pressionava para prosseguir com a obra, algo que classificou de “chantagem”.

A UE impôs um bloqueio à maior parte das importações de petróleo da Rússia em 2022, mas excluiu o oleoduto Druzhba para dar aos países da Europa central sem litoral tempo para encontrar fontes alternativas de petróleo.

 

JTM com agências internacionais