O serviço de inteligência doméstica da Rússia foi acusado pelo seu equivalente ucraniano de travar uma guerra de informação após anunciar a detenção de 106 apoiantes de um grupo de jovens neonazis da Ucrânia por planearem ataques e assassinatos em massa. O incidente ocorreu num momento de tensão acentuada entre os dois países, em que a Ucrânia diz temer uma possível invasão da Rússia, que nega ter tal intenção.

O Serviço Federal de Segurança russo (FSB) disse que efectuou detenções em 37 das mais de 80 regiões do país e que dois dos detidos haviam planeado ataques a instituições educativas. Um comunicado do FSB identificou o alegado grupo como o MKU, sigla que a televisão estatal diz significar “Maníacos. Culto do Assassinato”. O FSB disse que o grupo foi montado por um ucraniano com o patrocínio dos serviços de inteligência da Ucrânia.

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) contrapôs de imediato, sublinhando que “os comunicados actuais do FSB são parte de uma operação de informação coordenada que só deveria ser vista pelo prisma da guerra híbrida”. O SBU referiu ainda, num comentário por escrito à Reuters, que o FSB visa uma plateia doméstica russa e tenta desacreditá-lo.

A Rússia disparou uma saraivada de retórica hostil contra o governo ucraniano nas últimas semanas, enquanto a Ucrânia, os Estados Unidos e países ocidentais expressaram receios de um reforço de soldados russos perto da Ucrânia e da possibilidade de uma invasão.

 

JTM com agências internacionais