Tufão devastou norte de Luzon
Tufão devastou norte de Luzon

Pelo menos mais de 60 pessoas morreram nas Filipinas devido ao tufão “Mangkhut”, antes da tempestade afectar Macau e Hong Kong. Na antiga colónia britânica estava ontem em curso uma grande operação de limpeza para retirar árvores e destroços de todo o tipo

 

O balanço da passagem do “Mangkhut” pelo arquipélago filipino subiu para pelo 69 mortos, depois das equipes de emergência terem encontraram mais corpos em Itogon, cidade da ilha de Luzon, norte do país, onde ocorreu um gigantesco deslizamento de terra. A tragédia atingiu um abrigo de emergência usado por trabalhadores do sector mineiro e respectivas famílias. Até ontem à noite, não tinha sido encontrado nenhum sobrevivente, mas as buscas prosseguiam, assegurou à agência AFP o “mayor” de Itogon, Victorio Palangdan.

Por outro lado, o porta-voz da Polícia Nacional, Benigno Durana, afirmou que pelo menos 43 pessoas continuavam desaparecidas e que mais de 155.000 permaneciam em abrigos dois dias depois da passagem do tufão.

Considerado o tufão mais forte deste ano, o “Mangkhut” destruiu zonas agrícolas do norte de Luzon a apenas um mês das colheitas, que representam uma parte importante da produção de arroz e milho do país.

Depois de destruir o norte do arquipélago, a tempestade atravessou o Mar da China Meridional. O seu epicentro passou a uma centena de quilómetros do sul de Hong Kong, e ainda mais perto de Macau. No domingo à tarde tocou o solo no sul da China Continental e provocou pelo menos duas mortes na província de Guangdong.

Vários edifícios sofreram danos em Hong Kong

As autoridades ordenaram a saída de mais de três milhões de pessoas do sul da China e o regresso aos portos de dezenas de milhares de barcos de pesca antes da chegada do tufão.

Em Hong Kong, o governo classificou os danos como “graves e importantes”, registando mais de 300 feridos. Quando o vento perdeu intensidade, no domingo à noite, funcionários da Defesa Civil saíram às ruas para as operações de limpeza, que foram ampliadas durante o dia de ontem. Esta segunda-feira, a população de Hong Kong enfrentou dificuldades para chegar ao trabalho, por entre ruas repletas de galhos, árvores e destroços, algumas delas ainda inundadas ou com lama.

As escolas permanecem fechadas e muitos autocarros não circularam durante a manhã. Já os serviços do Metre funcionavam de modo irregular.

No bairro de Tseung Kwan O (zona leste), a força do mar deslocou as rochas que normalmente conseguem conter as ondas. A tempestade, acompanhada por rajadas de vento de até 230 km/h, fez inclusive abanar diversos prédios da cidade.

As vilas de pescadores da antiga colónia britânica foram os locais mais afectados, como a de Lei Yue Mun (leste), cujas pequenas ruas estavam coberta de destroços.

No Parque Victoria, dezenas de árvores sucumbiram à força do vento.

 

JTM com agências internacionais