O Presidente dos EUA insistiu ontem que Washington “está em negociações sérias com um novo regime mais razoável” no Irão, mas reiterou as ameaças contra instalações eléctricas e petrolíferas do país. Numa mensagem na sua rede social ‘Truth’, Trump afirmou, sem dar detalhes, que “foram feitos grandes progressos” nas negociações para “encerrar as nossas operações militares no Irão”.

“Mas se, por algum motivo, não for atingido um acordo em breve – o que provavelmente acontecerá – e se o Estreito de Ormuz não for ‘aberto ao tráfego’ imediatamente, concluiremos a nossa adorável ‘estadia’ no Irão explodindo e obliterando completamente todas as suas centrais eléctricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as suas centrais de dessalinização!), que ainda não ‘tocámos’, de propósito”, acrescentou.

Trump adiou o ultimato a Teerão para desbloquear o Estreito de Ormuz até 6 de Abril, para dar tempo a negociações que o Irão nega estarem a decorrer, embora reconheça a troca de mensagens através de intermediários como o Paquistão.

Entretanto, os EUA estão a aumentar a presença militar no Médio Oriente, com o envio de cerca de 50 mil soldados e com alegados planos do Pentágono para uma incursão terrestre no Irão. “Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeia uma ofensiva terrestre”, denunciou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em comunicado, avisando que os “nossos homens aguardam a chegada dos soldados americanos em terra para atacá-los e punir, de uma vez por todas, os seus aliados regionais”.

Trump deixou em aberto a possibilidade de tomar a ilha de Kharg, responsável pela maior parte das exportações de crude do Irão, e considera também uma operação militar para exportar o urânio enriquecido do país, segundo o “The Wall Street Journal”.

 

JTM com agências internacionais