O Presidente dos EUA aterrou ontem em Pequim, às 19h50, para iniciar uma visita de Estado à China que se estenderá até sexta-feira. Donald Trump, que viaja acompanhado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e por uma delegação de altos executivos americanos, entre os quais Elon Musk (Tesla), Jensen Huang (Nvidia) e Tim Cook (Apple), vai reunir-se hoje com o homólogo chinês, Xi Jinping, numa visita marcada pelas disputas comerciais entre as duas potências, tensões tecnológicas, a questão de Taiwan e a guerra no Irão.
O Presidente dos EUA foi recebido na pista do aeroporto pelo Vice-Presidente Han Zheng, juntamente com o embaixador chinês nos EUA, Xie Feng, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Ma Zhaoxu, numa cerimónia de boas-vindas que incluiu cerca de 300 jovens, uma banda militar e uma guarda de honra. Mais de dois milhões de telespectadores assistiram à aterragem do “Air Force One” em directo na CCTV, de acordo com o canal estatal.
Em apenas dois dias, Trump tem uma agenda preenchida, que incluirá reuniões com Xi, um jantar de Estado e cerimónias em locais emblemáticos do poder chinês, como o Grande Salão do Povo e Zhongnanhai, sede do Partido Comunista Chinês (PCC). A visita acontece nove anos depois da última viagem de Trump à China, em Novembro de 2017.
Pequim e Washington procuram agora consolidar a trégua comercial alcançada após meses de guerra tarifária, embora persistam disputas sobre tecnologia, elementos de terras raras e acesso ao mercado chinês.
Horas antes da chegada de Trump a Pequim, as delegações lideradas pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, realizaram negociações económicas “construtivas” em Seul, para avançar com a resolução das tensões tarifárias, segundo a agência Xinhua.
Antes de partir para Pequim, Trump indicou ainda que iria discutir com Xi a situação em Taiwan e a guerra no Irão, enquanto Washington pressiona a China para ajudar a reduzir as tensões no Médio Oriente. O Governo chinês voltou a instar os EUA a “lidar com a questão de Taiwan com prudência” e a “suspender” os envios de armas para a ilha.
Por sua vez, o líder republicano disse que vai pedir à China que “abra” o mercado às empresas americanas. “Vou pedir ao Presidente Xi, um líder de extraordinária distinção, que abra a China para que estas pessoas brilhantes possam fazer a sua magia e ajudar a levar a República Popular a um patamar superior”, disse numa publicação na sua plataforma “Truth Social”, durante o voo para Pequim.
Trump afirmou que esse seria o seu “primeiro pedido” a Xi. “Não ouvi nenhuma ideia que pudesse ser mais benéfica para os nossos incríveis países”, acrescentou.
Usou ainda a sua publicação para criticar a imprensa por ter noticiado que o CEO da Nvidia não tinha sido convidado pela Casa Branca para se juntar ao grupo de executivos de grandes empresas americanas. Jensen Huang, que não estava na lista inicial fornecida por fontes da Casa Branca, acabou mesmo por integrar a delegação durante a escala de reabastecimento do “Air Force One” no Alasca.
JTM com agências internacionais



