O líder taiwanês, William Lai, apresentou ontem uma nova estratégia demográfica para combater a baixa taxa de natalidade da ilha, baseada no aumento dos subsídios, no apoio à educação dos filhos e em medidas de equilíbrio entre o emprego e a vida pessoal.
“Durante muito tempo, a educação dos filhos foi considerada uma responsabilidade individual e familiar (…). Hoje, queremos transferir este fardo pesado dos ombros individuais para um sistema de apoio partilhado” entre o sector público, a sociedade e as empresas, declarou.
“Só criando uma cultura de trabalho mais favorável, onde o trabalho e a família deixem de ser escolhas mutuamente exclusivas, poderemos promover simultaneamente a formação de famílias, as taxas de natalidade e a realização pessoal”, acrescentou. Entre as medidas propostas, constam um subsídio mensal de 5.000 novos dólares taiwaneses (1.280 patacas) para crianças dos 0 aos 18 anos, deduções fiscais de 200% para empresas que invistam em serviços de creche para os seus trabalhadores e a extensão das licenças de maternidade, paternidade e casamento.
O plano inclui ainda o alargamento da idade para o início da licença de maternidade para seis anos e a permissão para que os pais com filhos menores de 12 anos reduzam ou flexibilizem os horários laborais, sendo a compensação salarial totalmente coberta pelo governo.
Estas iniciativas aumentarão o orçamento geral do governo em 205 mil milhões de novos dólares taiwaneses (52,7 mil milhões de patacas) anualmente e representam um investimento total de 380 mil milhões (97,6 mil milhões de patacas). “O governo transformará os frutos do crescimento económico num apoio tangível para cada cidadão, cada família e cada geração, para que toda a sociedade partilhe os dividendos económicos e, juntos, lancemos uma base mais sólida para o desenvolvimento sustentável e duradouro de Taiwan”, disse Lai.
Em 2025, o número de nascimentos em Taiwan caiu pelo 10º ano consecutivo, atingindo um mínimo histórico de 107.812, segundo dados oficiais. A tendência não mostra sinais de inversão este ano, uma vez que a população diminuiu em Abril pelo 28º mês consecutivo, para 23,26 milhões de habitantes, representando uma queda anual de 102.730 pessoas, de acordo com o Ministério do Interior.
JTM com agências internacionais



