Os 12 jovens jogadores de futebol e o treinador que ficaram há duas semanas encurralados numa gruta na Tailândia já estão a salvo, confirmou a Marinha do país

 

Os últimos quatro rapazes e o treinador foram retirados ontem da gruta de Tham Luang, em Chiang Rai, no norte da Tailândia, numa operação arriscada que pôs fim a um drama que se prolongava há 18 dias e manteve o mundo em suspense. “Todos os 12 dos ‘Javalis Selvagens’ e o técnico foram retirados da caverna”, informou o corpo de elite da Marinha tailandesa, os SEALs, sublinhando que todos estão a salvo.

O médico e os três mergulhadores da Marinha que permaneceram durante vários dias junto ao grupo preso na gruta também já saíram da caverna e estão “em boas condições”, divulgou mais tarde o líder da operação de resgate.

Citado pelas agências internacionais, o responsável e governador da região de Chiang Rai, Narongsak Osottanakorn, destacou igualmente a dificuldade e a grandiosidade da operação de resgate do grupo, composto por jovens futebolistas com idades entre os 11 e os 16 anos e pelo seu treinador de 25 anos. “Fizemos algo que ninguém imaginou ser possível”, disse.

Uma equipa de mergulhadores especializados e auxiliados por elementos de elite da Marinha tailandesa conduziram com perfeição as operações que foram meticulosamente planeadas. Entre os túneis inundados e estreitos por onde tiveram de passar, o percurso era longo e cheio de obstáculos mesmo para mergulhadores experientes.

Os adolescentes não tinham experiência de mergulho e muito menos sabiam nadar, pelo que os socorristas tiveram de os ensinar a usar as máscaras e respirar debaixo da água através de um tanque de oxigénio. As equipas de resgate receavam que as crianças pudessem ter um ataque de pânico durante a travessia, apesar de serem escoltados por um mergulhador.

A morte na sexta-feira de um ex-oficial da elite da marinha nacional que ficou sem oxigénio numa área profunda da caverna ampliou as preocupações das autoridades sobre os perigos da rota de fuga.

Após o fim da missão de resgate, o Primeiro-Ministro tailandês revelou que os 12 menores receberam medicação para a ansiedade, de forma a acalmá-los e a facilitar o resgate. Prayuth Chan-ocha, que falava numa conferência de imprensa regular do executivo, rejeitou informações iniciais que sugeriram que os menores tinham sido sedados antes de iniciar o difícil percurso do resgate.

 

JTM com Lusa e agências internacionais