A Primeira-ministra britânica sofreu ontem novo revés no Parlamento em relação à saída da União Europeia, após a emenda aprovada na véspera para limitar a possibilidade de um Brexit sem acordo

 

O parlamento do Reino Unido aprovou ontem uma emenda que obriga o governo a apresentar um “plano B” do Brexit em três dias, se o acordo de saída do país da União Europeia for rejeitado na votação do próximo dia 15.

Por 308 votos a favor e 297 contra, a Câmara do Comuns deu “luz verde” à proposta apresentada pelo deputado conservador Dominic Grieve, que diminui em 18 dias o tempo de reacção do governo da primeira-ministra Theresa May se seu acordo não vingar na votação parlamentar na próxima semana.

A aceitação da iniciativa por parte do presidente da Câmara, John Bercow, causou grande contestação entre os deputados conservadores, que alegaram não haver precedentes sobre emendas à agenda parlamentar proposta pelo governo.

Na véspera, Theresa May já tinha sofrido outra derrota. Por forma a impedir a possibilidade de se descartar o risco de um Brexit sem acordo, 303 deputados – contra 296 – aprovaram uma emenda à Lei de Finanças que dificultará, na via fiscal, a implementação das medidas necessárias para uma saída brutal da UE.

Perante a proximidade da data do Brexit e das previsões que indicam que o acordo negociado por May será rejeitado, cresce também a especulação sobre a possibilidade de solicitar um adiamento à UE.

“Estamos convencidos de que Theresa May pedirá um adiamento após a rejeição do acordo no Parlamento britânico, mas ela não diz, nem publicamente, nem nos seus contactos com interlocutores europeus”, disse à AFP uma fonte diplomática em Bruxelas.

Noutra iniciativa para tentar controlar o processo do Brexit, um grupo, apoiado por deputados pró-europeus de vários partidos, recomendou introduzir como emenda a opção de um novo referendo quando o governo colocar a moção alternativa requerida caso perca a votação sobre tratado negociado com Bruxelas.

 

JTM com agências internacionais