A SJM encerrou o primeiro trimestre deste ano com prejuízos de 62 milhões de dólares de Hong Kong (HKD), após ter lucrado 31 milhões no mesmo período de 2025. No cômputo geral de 2025, a SJM já tinha sofrido prejuízos de 429 milhões, contrariando os lucros de três milhões registados no ano anterior.
Entre Janeiro e Março deste ano, as receitas líquidas caíram 21,1% para 5,9 mil milhões de HKD e as receitas brutas do jogo recuaram 18, 8% para 6,1 mil milhões, em termos homólogos. A SJM também perdeu 3,9 pontos na quota de mercado do jogo, que se fixou em 9,6%, na mesma base comparativa. Por outro lado, as receitas dos serviços de hotelaria e retalho cresceram 1,7% para 539 milhões, apesar da taxa média de ocupação hoteleira da empresa ter baixado 2,9 pontos percentuais, para 94,4%.
Os resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) sofreram uma quebra anual de 4,3%, para 917 milhões, enquanto a margem EBITDA subiu 2,7 pontos, para 15,5%. A margem EBITDA é um indicador usado para avaliar a percentagem de lucro operacional de uma empresa face às receitas totais.
Segundo Daisy Ho, o desempenho deste último indicador “reflecte uma estrutura operacional mais simplificada e sinergética”. “Vamos permanecer focados em completar as melhorias das nossas propriedades e assegurar uma experiência para hóspedes superior no sentido de criar valor a longo prazo para os nossos accionistas”, prometeu a directora executiva da SJM.
Para a concessionária, a subida da margem “indica uma optimização bem-sucedida dos recursos que elevou a rentabilidade depois de um período transitório para operações geridas autonomamente”. Ainda assim, a quebra das receitas do jogo foi influenciada pelo encerramento dos casinos-satélite, segundo a empresa.
Por outro lado, a SJM sublinhou que “várias propriedades da Península demonstraram um ímpeto sólido pós-restruturação, com melhorias de produto futuras a serem progressivamente implementadas”.
Analisando os principais empreendimentos, o Grande Lisboa Palace conseguiu receitas de pouco mais de dois mil milhões, sendo que 1.752 milhões advieram do jogo, traduzindo-se numa subida de 11,7%. Contudo, o EBITDA caiu 157% para 58 milhões. A taxa de ocupação dos quartos do resort também baixou de 98,7% para 94,6% no mesmo intervalo.
Já o Grand Lisboa Macau registou receitas de dois mil milhões (mais 6,7%), incluindo 1.915 milhões do jogo, enquanto o EBITDA caiu de 440 milhões para 425 milhões. Já a taxa de ocupação manteve-se nos 97,7%.
Entre os casinos Lisboa, L’ Arc e Oceanus, a SJM conseguiu quase 2,5 mil milhões de HKD, em termos de receitas brutas de jogo, um aumento de 83,6% face ao primeiro trimestre do ano passado. A operadora atribuiu estes resultados à área de jogo expandida do Casino Lisboa e aos contributos do Casino L’Arc. Incluindo os hotéis do Jai Alai e do L’Arc, o mercado de Kam Pek e a Ponte 16, as operações hoteleiras e de restauração atingiram receitas de 2,6 mil milhões de HKD, com o EBITDA a subir 44,4% para 494 milhões, na comparação homóloga.
No final de Março, a SJM detinha uma liquidez de 3,4 mil milhões. Já as dívidas eram de 30,2 mil milhões.
Pedro Milheirão



