Entre Janeiro e Março, a renda média por metro quadrado das fracções autónomas habitacionais encareceu 0,9% na comparação homóloga, cifrando-se em 140 patacas. Por outro lado, este valor representa uma quebra de 0,4% em termos trimestrais. Já as rendas médias das fracções não habitacionais caíram todas, tanto em termos trimestrais como anuais, indicam os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).
Recorde-se que, no cômputo geral do ano passado, as rendas das fracções residenciais aumentaram 2,1% para 139 patacas, relativamente a 2024, em particular “devido ao crescimento da renda das fracções autónomas de grandes edifícios habitacionais”, segundo a DSEC.
No primeiro trimestre do ano corrente, as rendas médias por área útil das habitações mantiveram-se a 137 patacas na Península e encareceram nas Ilhas, na comparação anual. Na Taipa, subiram 1,4% para 139 patacas, enquanto em Coloane aumentaram 2,9%, cifrando-se em 155 patacas. Face ao trimestre anterior, as rendas médias desceram 0,7% na Península, enquanto se mantiveram em 139 patacas na Taipa e aumentaram 0,3% em Coloane, atingindo as 155 patacas.
Analisando por zonas específicas, no ZAPE a renda média subiu 2,9% comparativamente ao período homólogo de 2025, para 123 patacas. Já no NAPE e Aterros da Baía da Praia Grande a renda média subiu 2,6% tendo chegado às 148 patacas. Na Baixa da Taipa, encareceram 2,1%, cifrando-se em 142 patacas.
Apesar de ter registado descidas, ainda que ligeiras, em termos homólogos (-0,1%) e trimestrais (-0,2%), os Novos Aterros da Areia Preta continuam a ser a zona com a renda média mais cara (163 patacas).
Por outro lado, a Doca do Lamau registou as maiores quebras em termos trimestrais e anuais, com uma renda média de 145 patacas no final de Março. Este valor representa assim descidas de 4% na comparação trimestral e de 3,1% face ao mesmo período de 2025.
Quanto às fracções autónomas não habitacionais, a renda média das lojas era de 467 patacas no final do primeiro trimestre, correspondendo a uma descida de 1,2%, face aos meses de Outubro a Dezembro do ano passado, e de 3,4% comparativamente ao período homólogo de 2025.
Relativamente aos escritórios, a média das rendas desceu 1,5% face ao trimestre anterior e 5,3% em relação ao mesmo período do último ano, fixando-se em 274 patacas por metro quadrado.
Na indústria, a renda média de 117 patacas por área útil corresponde a uma descida trimestral de 2,2% e uma queda homóloga de 4,7%. Este valor representa também a renda média mais baixa do primeiro trimestre dos últimos cinco anos, indicam os dados da DSEC.
Pedro Milheirão



