As receitas brutas do jogo em Macau mantiveram a curva descendente na semana passada, ao atingirem uma média diária de cerca de 100 milhões de patacas, que representa o pior resultado desde o surto de covid-19 ocorrido em Janeiro em Zhuhai, avançou ontem a Sanford C. Bernstein. A facturação no período compreendido entre 14 e 20 de Março reflecte um decréscimo de 13% em relação à média diária da semana precedente, que já tinha ficado marcada por um declínio sequencial de 37%.

No conjunto dos primeiros 20 dias do corrente mês, os casinos encaixaram cerca de 2,6 mil milhões de patacas, revela ainda o relatório elaborado pelo analista Vitaly Umansky. A média diária apurada até domingo (130 milhões) traduz uma diminuição de 51% em relação ao mesmo mês de 2021 e um decréscimo de 84% comparativamente ao período pré-pandémico, ou seja, Março de 2019.

De acordo com a consultora, a média diária das receitas do segmento VIP recuou cerca de 60% entre 1 e 20 de Março, face a Fevereiro, com a taxa de retenção das apostas “ligeiramente abaixo do normal”. No mercado de massas, a quebra rondou os 55% em termos mensais.

Atendendo ao “risco de propagação da covid”, a Sanford C. Bernstein prevê uma descida de cerca de 55% nas receitas entre Fevereiro e Março, o que equivale a uma quebra de 86% relativamente a 2019.

“Desde a última sexta-feira (18 de Março), os controlos de viagens aumentaram ainda mais, pois Macau encurtou o período de teste de COVID para atravessar a fronteira terrestre de Zhuhai, de 48 horas para 24 horas. Enquanto isso, muitas províncias chinesas estão a enfrentar cada vez mais casos de COVID, levando a bloqueios e restrições de viagens” em menos cinco cidades chinesas com mais de 58 milhões de habitantes no total, realçou Umansky.

O analista antevê que os surtos de COVID também irão afectar o fluxo de visitantes e as receitas do jogo na RAEM em Abril e “potencialmente em Maio”.

 

S.T.