O Primeiro-Ministro japonês visitou ontem as regiões do país mais atingidas pelas chuvas torrenciais que causaram pelo menos 179 mortos, e onde os riscos sanitários aumentaram devido ao calor intenso e à ameaça de novas inundações e deslizamentos de terra. Após ter cancelado uma viagem a quatro países, Shinzo Abe deixou Tóquio ao início da manhã para sobrevoar a província de Okayama, uma das mais atingidas, juntamente com Hiroshima. Depois de visitar vários lugares afectados e de se reunir em privado com pessoas instaladas em abrigos, o Primeiro-Ministro assegurou que o Governo fará tudo o que puder para ajudar os sobreviventes. “Vamos driblar toda a burocracia para obter os bens que as pessoas precisam para as suas vidas, para melhorar a vida nos centros de acolhimento – como aparelhos de ar condicionado enquanto os dias de calor continuarem – e depois obter moradias temporárias e outras coisas que precisam para reconstruir as suas vidas”, disse Abe. As equipas de resgate ainda procuram vários desaparecidos na maior tragédia provocada por um fenómeno meteorológico no Japão desde 1982. As autoridades falam em pelo menos nove desaparecidos, mas a imprensa aponta para um número entre 50 e 60. Mais de 10 mil pessoas que abandonaram as suas casas permaneciam ontem em abrigos no centro e no oeste do Japão.



