epa12272505 A woman stands with her child in a park in Beijing, China, 30 July 2025. On July 30, China’s Ministry of Finance announced that it will allocate 90 billion yuan (10.85 billion euros) for the initial budget of childcare subsidy payments in 2025.  EPA/WU HAO
epa12272505 A woman stands with her child in a park in Beijing, China, 30 July 2025. On July 30, China’s Ministry of Finance announced that it will allocate 90 billion yuan (10.85 billion euros) for the initial budget of childcare subsidy payments in 2025. EPA/WU HAO

O Governo chinês anunciou ontem a atribuição de 99,9 mil milhões de yuans para financiar em 2026 subsídios à natalidade, numa tentativa de travar o declínio demográfico e incentivar os nascimentos. O Ministério das Finanças da China informou que a verba representa um aumento de 10,6% face a 2025 e destina-se a apoiar o sistema nacional de subsídios à infância, através do qual as administrações locais atribuem apoios às famílias elegíveis.

Segundo um comunicado divulgado pelo ministério, a distribuição das ajudas previstas para 2026 está a decorrer de forma “estável e ordenada”, cabendo às autoridades de saúde a análise dos pedidos e a atribuição dos apoios.

O ministério assegurou ainda que continuará a trabalhar com a Comissão Nacional de Saúde para garantir a aplicação do programa, reforçar a fiscalização dos fundos e contribuir para a construção de uma “sociedade favorável à natalidade”.

Pequim suportará cerca de 90% do esforço financeiro total, uma vez que os 99,9 mil milhões de yuans atribuídos pelo Governo central representam a maior parte dos cerca de 110 mil milhões previstos para o programa em 2026.

A medida integra um conjunto de políticas destinadas a travar a quebra da população chinesa. Em Julho de 2025, as autoridades anunciaram um sistema nacional de subsídios à infância que prevê o pagamento de 3.600 yuans anuais por cada criança com menos de três anos.

A China registou em 2022, 2023, 2024 e 2025 os primeiros quatro anos consecutivos de redução populacional desde o início da década de 1960. Embora os nascimentos tenham aumentado ligeiramente em 2024, fenómeno parcialmente atribuído ao Ano do Dragão e a gravidezes adiadas durante a pandemia, os dados de 2025 voltaram a mostrar uma diminuição.

Nos últimos meses, Pequim acelerou outras medidas de apoio às famílias, incluindo a gratuitidade do último ano do pré-escolar, o reforço da rede de creches e planos para reduzir ou comparticipar os custos do parto através do seguro de maternidade.

As medidas surgem num contexto de baixa taxa de fecundidade, rápido envelhecimento da população e crescente relutância dos jovens chineses em casar e ter filhos, devido aos elevados custos da habitação, educação e cuidados infantis.

 

JTM com Lusa