Um relatório da “Human Rights Watch” (HRW) denunciou ontem a dura situação das trabalhadoras sexuais na China, submetidas a abusos policiais contínuos e detenções arbitrárias. De acordo com a agência EFE, o relatório da HRW inclui testemunhos de trabalhadores sexuais – a maioria, mulheres – que denunciam todo o tipo de maus-tratos cometidos pela polícia, funcionários de centro de saúde e clientes em Pequim, além de um abandono total por parte do Estado. O Governo chinês, segundo frisa a HRW, proíbe a venda de favores sexuais mas permitiu o crescimento incontrolado da indústria do sexo nas últimas décadas “com milhões de mulheres que recorrem à prostituição como forma de ganhar a vida”. Também ontem, a China publicou o seu “Livro Branco dos Direitos Humanos” que, tal como em anos anteriores, sobrepõe o crescimento do país às liberdades fundamentais, ao assinalar que “seria impossível proteger esses direitos e interesses sem primeiro desenvolver a economia”. O amplo relatório inclui centenas de números que, segundo o regime provam melhorias nos direitos humanos, mas muitos deles são indicadores económicos.