Uma notificação do tribunal de Hong Kong a ordenar o despejo dos manifestantes pró-democracia de um dos locais de protesto que ocupam desde há sete semanas foi publicado no sábado nos principais jornais locais, autorizando as autoridades a intervir. Diferentes proprietários e transportadores obtiveram dos tribunais ordens de dispersão em certos locais ocupados em Admiralty, perto da sede do poder, e em Mong Kok, na parte continental de Hong Kong. O Superior Tribunal de Justiça permitiu que a polícia possa ajudar os oficiais de justiça na execução destas ordens de dispersão e ordenou também que cada ordem deve ser publicada na imprensa local antes de ser efectuada. Os manifestantes estão sob enorme pressão para acabar com a resistência, porque a perturbação causada pelos bloqueios provocou uma crescente frustração pública. “A desobediência civil, como a liderada por Mahatma Gandhi e Nelson Mandela, inspirou [os outros] por causa do seu auto-sacrifício e não porque eles usaram os meios de subsistência dos moradores como moeda de troca para pressionar o governo”, escreveu ontem o secretário das Finanças de Hong Kong, John Tsang, no seu blogue. “Eles [os manifestantes] devem parar as actividades de ocupação, ou vão perder a moral”, disse.




