A madeira queimada no incêndio que devastou o Pinhal de Leiria em 2017 está quase toda vendida e uma boa parte foi exportada para o mercado chinês, revelou ao Jornal de Notícias (JN) Pedro Serra, presidente da Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) escudou-se na lei para dizer que não sabe o destino final da madeira. De acordo com vários empresários do sector contactados pelo JN, muito do pinho que poderia ter entrado nos parques e assegurar matéria-prima por mais algum tempo para as indústrias de transformação nacionais acabou por sair para a China, um mercado menos exigente em termos de provas de vida e de certificados de qualidade. Como consequência, muitas empresas poderão ter sérias dificuldades por falta de matéria prima de qualidade. No incêndio de 15 de Outubro de 2017 arderam 9.480 hectares de área, equivalente a 54% do território do concelho e 86% da Mata Nacional de Leiria.