O Presidente da República disse ontem que apelou aos responsáveis do Luxemburgo para que alarguem a disponibilização do português como língua de opção no programa curricular, lembrando que um terço dos residentes no país é lusófono. António José Seguro falava numa sessão com alunos que aprendem português no Luxemburgo, país que visita desde sexta-feira no arranque das comemorações oficiais do Dia de Portugal, a que se juntou ontem o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro.

O chefe de Estado salientou que o português “é uma chave que abre portas no mundo inteiro”, falado por 260 milhões de pessoas em quatro continentes. “Quando estiverem cansados nas aulas, lembrem-se disso. Não estão apenas a aprender uma língua, estão a ligar-se ao mundo”, afirmou.

Aos pais e professores, assegurou que o seu papel “é reconhecido e valorizado pelo Presidente da República de Portugal e também pelo Primeiro-Ministro”, que tinha discursado minutos antes.

Seguro e Montenegro encontraram-se ontem com alunos portugueses no Centro Cultural Artikuss de Sanem. “Olhar para esta sala e ver estes rostos cheio de energia, cheios de futuro, é ver Portugal vivo no centro da Europa e perceber melhor do que qualquer discurso poderia explicar, porque é que escolhi o Luxemburgo para celebrar o primeiro dia de Portugal no meu mandato”, afirmou o Presidente, que voltou a agradecer às autoridades luxemburguesas a forma como tem tratado a comunidade portuguesa.

No primeiro dia da visita, numa mensagem enviada aos órgãos de comunicação social na diáspora, Seguro já tinha saudado os portugueses que vivem fora do país, salientando o papel da língua portuguesa como elemento de união de todos. “A língua portuguesa é uma pertença que dispensa fronteiras. Uma comunhão que não se troca, apenas se partilha. E, por vezes, com imenso prazer”, destacou, recordando que Luís de Camões “escreveu “Os Lusíadas” longe de Portugal.

Numa breve intervenção no Centro Cultural Artikuss de Sanem, o Primeiro-Ministro prometeu que o Governo tudo fará para “garantir condições” aos que continuam a querer ensinar português no estrangeiro, apontando a língua como “o elo mais eficaz e mais vivo” para manter a ligação entre toda a comunidade.

Luís Montenegro partilhou com os cerca de 150 alunos que aprendem português “a alegria e comoção” com que ouviu a forma como falaram de Portugal. “A língua é um elemento fundamental para manter viva essa chama, a língua é um elemento fundamental para nos aproximar. E hoje a língua é também um activo económico importante para abrir mais horizontes de interacção entre o nosso país, a nossa comunidade, as nossas empresas e a nossa rede espalhada pelo mundo”, disse.

 

JTM com Lusa