O líder norte-coreano talvez estivesse demasiado ocupado a visitar uma plantação de batatas e não teve tempo para se reunir com o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, sugeriu ontem o regime de Pyongyang. A imprensa estatal da Coreia do Norte costuma relatar nas suas notas oficiais as actividades de Kim Jong-un, mas, depois de sete dias ausente dos noticiários, inclusive durante a visita de Pompeo ao país, surgiram especulações sobre o paradeiro do líder. O mistério foi solucionado ontem, quando a agência oficial de notícias KCNA publicou quatro notas sobre a sua viagem ao vasto condado de Samjiyon, na fronteira com a China, muitas delas mais detalhadas do que os relatos habituais sobre esse tipo de visita às áreas rurais. Segundo a KCNA, na plantação de batatas de Junghung, Kim teria instruído os agricultores a plantarem variedades de alto rendimento. Elogiou ainda os funcionários do condado, que fica perto do Monte Paektu, lugar sagrado para os coreanos e que, segundo a propaganda de Pyongyang, foi onde nasceu o seu pai e predecessor Kim Jong-il. Pompeo esteve em Pyongyang na sexta-feira e no sábado para tentar impulsionar os compromissos pela desnuclearização acertados na histórica cimeira entre Kim e Donald Trump, mas apenas se reuniu com Yong-chol, “braço-direito” do líder da Coreia do Norte.



