O Governo italiano aprovou um projecto de lei que permitirá a detenção preventiva de menores que possam representar um risco em manifestações públicas, alargando assim esta controversa doutrina de segurança. Em Fevereiro, o governo italiano aprovou um pacote de medidas que incluía a “detenção preventiva” de indivíduos considerados perigosos durante algumas horas antes de manifestações públicas, entre outras disposições. Agora, “estendeu esta medida também aos menores”, afirmou o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, em conferência de imprensa. A intenção é impedir que indivíduos considerados propensos a “perturbar a ordem pública” acedam, por exemplo, a zonas de vida nocturna movimentadas. “Trata-se de indivíduos que, em operações policiais específicas destinadas a prevenir crimes que perturbem a ordem pública, como em áreas de vida noturna, existem razões bem fundamentadas para acreditar que possam envolver-se em condutas que representem um perigo para a segurança pública”, declarou o ministro. Piantedosi confirmou que todas as forças de segurança, incluindo a polícia local, estarão envolvidas na detenção “preventiva” de qualquer indivíduo. Em Fevereiro, o Governo justificou este primeiro pacote de medidas de segurança após uma manifestação em Turim (norte de Itália) que resultou em confrontos violentos e vários polícias feridos, além de um ataque com arma branca numa escola na cidade de La Spezia, também no norte do país. Na altura, a Primeira-Ministra, Giorgia Meloni, afirmou que o objectivo da chamada “detenção preventiva” era impedir a presença de “grupos organizados dedicados à violência que nada têm a ver com o direito de manifestação”.

 

JTM com agências internacionais