O Exército iraniano anunciou ontem o fim das operações militares contra Israel, mas avisou que voltará a atacar se o Estado judaico retomar as hostilidades contra o Líbano.
“Após a firme resposta do Irão ao regime sionista, declara-se a cessação das operações das Forças Armadas”, afirmou o Comando de Operações Unificadas Khatam al-Anbiya num comunicado divulgado pelos media iranianos. O organismo alertou que, se Israel retomar a agressão contra Beirute ou o sul do Líbano, realizará “acções muito mais severas e enérgicas do que as tomadas até agora”.
O anúncio iraniano surge após o lançamento de várias vagas de mísseis contra Israel na noite anterior, em retaliação pelos ataques do Estado judaico ao Líbano. Israel respondeu com ataques a vários locais do Irão, incluindo Teerão.
Teerão voltou a atacar Israel na madrugada de ontem, com o que alegou serem bombardeamentos às bases de Tel Nos e Nevatim. Simultaneamente, os houthis no Iémen lançaram um míssil em direcção ao território israelita, que foi interceptado.
O Presidente norte-americano pediu ao Irão e a Israel que cessem os ataques mútuos. “Israel e Irão devem parar de disparar imediatamente”, declarou Donald Trump na rede “Truth Social”.
Uma hora depois, publicou uma nova mensagem, afirmando que Irão e Israel “procuram um cessar-fogo imediato”. “As negociações finais de ‘paz’ estão em curso, a menos que a ignorância ou a estupidez atrapalhem”, declarou.
No domingo, Trump tentou, sem sucesso, conter a intenção do Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de retaliar contra o Irão, temendo que isso prejudicasse as negociações de Washington com Teerão para pôr fim à guerra.
Segundo responsáveis regionais citados por vários meios de comunicação social, decorrem esforços diplomáticos envolvendo Egipto, Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Qatar para preservar o cessar-fogo e evitar uma nova escalada. Esses países terão instado Washington a pressionar Israel para reduzir os ataques contra o Irão e Beirute, ao mesmo tempo que apelaram a Teerão para suspender os ataques contra território israelita.
JTM com agências internacionais



