A situação da cibersegurança global “está cada vez mais grave” e a “entrar num novo período de turbulência”, com as “actividades de hackers a serem cada vez activas”, advertiu o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, segundo um comunicado da Comissão para a Cibersegurança (CPC). O alerta foi dado sexta-feira numa reunião plenária da CPC, destinada a analisar o “Relatório Geral de Cibersegurança do ano 2021”, discutir a situação geral na RAEM e planear “disposições subsequentes do trabalho-chave de cibersegurança”.

Segundo Ho Iat Seng, que preside à Comissão, desde o ano passado, várias entidades governamentais e empresas privadas em todo o mundo continuaram a sofrer ameaças e ataques graves online, o que realça ainda mais a necessidade da defesa de cibersegurança. Além disso, acentuou, esse trabalho é “particularmente importante” pelo facto da cibersegurança ser “a linha de frente da defesa da segurança do Estado” e atendendo à “actual situação complexa de segurança interna e externa”.

Nesse sentido, sublinhou que todos os serviços do Governo “devem sempre fortalecer a consciência dos eventuais perigos, estabelecer ‘pensamento baseado em pressupostos de situações mais desfavoráveis’, implementar o princípio de ‘combinação da segurança com o desenvolvimento’ e tomar medidas práticas para proteger efectivamente a cibersegurança”. O objectivo final é “proteger melhor” a soberania, a segurança e os interesses do país.

Durante a reunião, Wong Sio Chak, vice-presidente da CPC e Secretário para a Segurança, explicou os trabalhos e resultados do Governo na “repressão de ameaças externas”, o “aumento do nível da defesa” e a “criação de uma equipa de talentos” em 2021. Wong Sio Chak disse acreditar que a “consciência para a cibersegurança” aumentou “significativamente” em todos os sectores da sociedade e que o nível técnico tem vindo a ser reforçado.

Em jeito de balanço, o Chefe do Executivo apontou que o Centro de Alerta e Resposta a Incidentes de Cibersegurança e as entidades de supervisão “devem cumprir com firmeza as suas atribuições e promover o desenvolvimento de cibersegurança de Macau”. Para Ho Iat Seng é necessário fornecer aos operadores de infra-estruturas críticas mais orientações técnicas e serviços de apoio adequados às suas necessidades reais e ajudá-los de forma mais eficiente na repressão dos ataques de rede, bem como fortalecer a supervisão.

Nesse contexto, insistiu que os serviços relevantes do Governo devem ser “activos”. A fim de “elevar continuamente a capacidade geral da protecção de cibersegurança”, o líder do Executivo defendeu a utilização plena das vantagens do sistema, o aproveitamento adequado dos recursos administrativos, a implementação de objectivos de trabalho e o reforço da formação de quadros na área.