A GNR já deteve este ano 134 pessoas pelo crime de incêndio em Portugal, anunciou a corporação, que reforçou o patrulhamento em todo o país face ao agravamento do perigo de incêndio rural, mantendo o dispositivo em prontidão. Em comunicado, a GNR refere que a maioria das detenções está associada a comportamentos desadequados no uso do fogo, nomeadamente o uso negligente.

Durante esta semana, o dispositivo da GNR vai focar-se no cumprimento das medidas de protecção e segurança em todo o território, numa altura em que quase todo o território vai estar em risco máximo, muito elevado ou elevado de incêndio. A GNR recorda que, nestas condições, é proibido fumar, fazer lume ou fogueiras nos espaços florestais e agrícolas, realizar queimas ou queimadas de sobrantes, lançar foguetes e balões de mecha acesa, fumigar desinfestar apiários, excepto se os fumigadores possuírem dispositivos de retenção de faúlhas, e circular com tractores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor e tapa-chamas nos tubos de escape.

Desde o início do ano, a GNR realizou 4.680 acções de sensibilização junto das populações e efectuou 8.549 sinalizações, prestando o aconselhamento necessário aos proprietários para mitigar riscos antes da chegada dos meses mais críticos de incêndios.

A actuação do dispositivo visa agora acompanhar o cumprimento das normas de segurança no terreno, reduzindo o risco de ignições rurais e garantindo uma “resposta robusta” na prevenção, vigilância e detecção precoce de incêndios rurais e protegendo as populações e o património florestal nacional. Apesar da total prontidão e capacidade de vigilância do dispositivo, a GNR alerta que o sucesso da prevenção depende do comportamento responsável de cada cidadão e do respeito pelas medidas de protecção em vigor.

Mais de uma centena de concelhos do interior norte e centro estavam ontem em perigo máximo de incêndio, bem como 10 concelhos dos distritos de Évora, Beja e Faro, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O IPMA colocou ainda em risco muito elevado e elevado o restante território de Portugal continental, à excepção de 19 concelhos do litoral dos distritos de Leira, Lisboa, Coimbra, Aveiro e Porto, numa altura em que o país enfrenta uma onda de calor.

Por causa do tempo quente, o IPMA pôs os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre sob aviso vermelho (o mais elevado) até às 23:00 de ontem (hora portuguesa), passando depois a laranja até às 09:00 de amanhã.

 

JTM com Lusa