As forças dos EUA atacaram novamente o Irão na madrugada de ontem, levando Teerão a anunciar medidas de retaliação contra várias monarquias petrolíferas do Golfo e a denunciar um “crime de guerra”, além de expressar a convicção de que Washington tenta sabotar o funeral do seu ex-líder supremo Ali Khamenei.
Os ataques americanos, apesar de um memorando de entendimento assinado entre os países beligerantes a 17 de Junho, deixaram 14 mortos e 78 feridos desde quarta-feira no Irão, segundo o Ministério da Saúde.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que as forças norte-americanas atingiram cerca de 90 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, equipamento de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, instalações navais e infra-estruturas logísticas militares ao longo da costa iraniana. Já o Irão acusou os EUA de terem atacado infra-estruturas civis.
Segundo o CENTCOM, esta ofensiva seguiram-se a uma série de ataques na noite anterior, quando as forças norte-americanas atingiram cerca de 80 alvos militares iranianos, incluindo mais de 60 lanchas rápidas da Guarda Revolucionária Islâmica.
O comando militar americano afirmou que estas operações visavam impor “custos significativos” ao Irão por violar o cessar-fogo ao atacar três navios mercantes que navegavam pelo estreito de Ormuz. O Presidente dos EUA, Donald Trump, avisou que, se tais acções se repetirem, a resposta de Washington será “muito pior”.
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Ormuz só será plenamente aberto sob “disposições iranianas”. O governo dos EUA defende a liberdade de navegação, sem a cobrança de portagens ou tarifas.
Horas depois destes ataques, a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou a responsabilidade por 85 ataques contra bases norte-americanas em países do Golfo Pérsico, nos quais as suas forças navais e aéreas utilizaram mísseis e drones, segundo a agência de notícias estatal IRNA.
JTM com agências internacionais



