Os responsáveis do Templo de Kun Iam Tong avançaram com obras no local, mas não pediram um parecer ao Instituto Cultural, pelo que os trabalhos de renovação foram agora embargados, por violação da Lei de Salvaguarda do Património Cultural. Em causa, estão paredes pintadas de outra cor e placas de madeira removidas

 

Após uma inspecção conjunta da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes e do Instituto Cultural (IC), os organismos emitiram um ordem de embargo às obras do Templo de Kun Iam Tong, por violação da Lei de Salvaguarda do Património Cultural.

De acordo com um comunicado, a vice-presidente do IC, Leong Wai Man, reuniu-se com o responsável do Templo, Shi Jie Sheng, para debater a questão das obras de renovação não autorizadas.

O Templo de Kun Iam Tong é um dos três mais antigos de Macau e “um item do património muito importante”, disse Leong Wai Man, sublinhando que o IC estava preocupado com as obras.

Todas as obras nos edifícios patrimoniais devem respeitar rigorosamente as disposições da Lei de Salvaguarda do Património Cultural, sendo necessário obter previamente pareceres do IC. As obras só podem avançar após a respectiva aprovação.

Actualmente, o IC está a analisar várias propostas apresentadas pelo Templo, mas nenhuma delas poderá prejudicar o valor do edifício, sendo que, por exemplo, as paredes devem manter a sua cor original. Esta foi uma das alterações inicialmente promovidas sem autorização do Instituto. Além disso, algumas placas características do templo foram retiradas e colocadas no chão.

Os responsáveis do templo prometeram cooperar activamente com o IC e seguir os procedimentos legais para proteger o espaço religioso e o seu valor cultural.