O primeiro-ministro, António Costa, fala à imprensa na residência oficial de São Bento em Lisboa, 11 de novembro de 2023. TIAGO PETINGA/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa, fala à imprensa na residência oficial de São Bento em Lisboa, 11 de novembro de 2023. TIAGO PETINGA/LUSA

Desde a última semana que o Portugal sofre um “tsunami político” como nunca se vira. A divulgação que o Primeiro-Ministro era indiciado num processo, levou a que António Costa apresentasse a sua demissão e que o Presidente Marcelo anunciasse eleições legislativas em 10 de Março, assim terminando o ciclo de governação.

De repente, uma maioria estável dá lugar a um período pré-eleitoral em que António Costa vai governar durante três meses, sem fiscalização parlamentar e ficam em causa não apenas o Orçamento, mas uma miríade de leis e projectos de investimento.

Apanhados de surpresa, a comunicação social e os partidos da oposição (neste caso todos os outros partidos) vão falando do que o Ministério Público (alegadamente) atira para fora. De concreto e importante nada se conhece, a não ser escutas para avançar determinados investimentos. Os detidos estão a ser ouvidos e não há decisões.

A população agarra-se a assuntos menores como os 76 milhares de euros que o chefe de gabinete de Costa tinha escondido no seu local de trabalho. Os advogados de Escária dizem que o dinheiro tem explicação legal, mas, para já só se percebe que, mais uma vez, o chefe acaba “enrodilhado” pelos seus mais próximos. Tem sido sempre assim…

Costa voltou à TV, na noite de sábado, para explicar que o Estado português deve continuar a promover os investimentos externos, mas na proximidade do “tsunami”, cada um entendeu o que quis e não parece ter sido o seu melhor momento.

A verdade é que fora da elite lisboeta, e nas vésperas do Benfica- Sporting, os portugueses parecem mais preocupados com o duelo R. Schmidt-R. Amorim. Siga “o baile”….

 

JRD desde Portugal