Várias figuras do PS reagiram à medida de coacção aplicada a José Sócrates, com muitos destacarem a “amizade” e o “choque” pelo sucedido e outros a pedirem “mais informação” sobre o caso, embora recusando intrometer-se na Justiça. O secretário-geral do PS, foi mais frio e distante na análise, dizendo que “nada disto penaliza e afecta as firmes convicções do PS quanto aos valores que são essenciais num Estado de direito democrático”. António Costa acrescentou ainda que “a confiança nas instituições, a independência da justiça, a presunção da inocência, a prioridade ao combate à corrupção e a defesa da transparência são valores que não estão nem nunca estarão afectados na vida do Parido Socialista”. Na mesma linha, o líder parlamentar do PS, Ferro Rodrigues. não deixou de lembrar que é “amigo pessoal” de Sócrates mas salientou que a “responsabilidade do PS para com os portugueses e o País são enormes e queremos honrá-las” e que o PS não se deve desviar da sua missão: “Desenvolver as suas políticas de oposição e alternativa a este governo”. Um dos mais acérrimos defensores do antigo-primeiro-ministro tem sido João Soares, que considera a medida de coacção aplicada a Sócrates uma “decisão injusta”.




