O “929 Challenge”, competição para ‘startups’ e universidades entre os países lusófonos e a China, em Macau, quer garantir a presença de uma equipa de Moçambique na final, disse à Lusa um dos organizadores. A Associação de Empreendedorismo e Inovação Macau-China e Países de Língua Portuguesa, gestora do “929 Challenge”, assinou ontem um acordo de cooperação com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), de Moçambique.

O protocolo tem como objectivo dar aos empreendedores moçambicanos, já em 2024, a oportunidade de participarem de forma directa na fase final do “929 Challenge”, disse Marco Duarte Rizzolio, co-fundador da competição. O docente da Universidade Cidade de Macau explicou que está a ser ponderada “uma pré-selecção feita em Moçambique através da incubadora [da UEM], para a equipa seleccionada para a final” do “929 Challenge”.

Em comunicado, a associação disse que a parceria “resulta da colaboração estreita já existente com a incubadora da UEM” e sublinhou que várias equipas da universidade foram seleccionadas como finalistas nas últimas edições do “929 Challenge”.

O projecto de uma equipa da UEM, de produção de biogás a partir de desperdício em explorações avícolas, alcançou em Outubro de 2022 o segundo lugar na segunda edição da competição. “Explorar as oportunidades” em Macau vai permitir a Moçambique “internacionalizar as soluções empreendedoras feitas no país, bem como promover Moçambique enquanto plataforma para o mercado africano”, disse a associação.

A parceria com a UEM prevê ainda programas de intercâmbio, “acesso a recursos e mentoria”, assim como a fundos, eventos e programas direccionados para os empreendedores, tanto em Macau como em Moçambique.

A associação prometeu também apoiar as ‘startups’ moçambicanas a participar em “iniciativas de impacto e de promoção do empreendedorismo realizadas em Macau, nomeadamente no domínio da aceleração e desenvolvimento de competências”.

O “929 Challenge” assinou este ano acordos semelhantes, que garantem um lugar na final da competição em Macau à vencedora da categoria de ‘startups’ do “Angola Innovation Summit” e a ‘startups’ de Cabo Verde.

Na terceira edição do “929 Challenge”, que terminou a 28 de Outubro, as 16 equipas finalistas, oito ‘startups’ e oito de universidades chinesas e lusófonas, puderam pela primeira vez deslocar-se a Macau. O território seguiu até Dezembro de 2022 a política chinesa de “zero covid”, que impediu os finalistas das duas primeiras edições da competição de virem apresentar os projectos.

O concurso tem a organização conjunta do Fórum de Macau e de várias universidades de Macau e da Grande Baía e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

 

JTM com Lusa