O Governo chinês deverá lançar um amplo pacote de medidas para fortalecer bancos de menor dimensão, intensificando os esforços para combater um dos principais riscos enfrentados pelo maior sistema bancário do mundo

 

Bancos problemáticos com activos inferiores a 100 mil milhões de yuans poderão ser instados a avançar para uma fusão ou reestruturação no âmbito de um plano que está a ser discutido pelos reguladores financeiros, adiantou a agência Bloomberg, citando fontes conhecedoras do processo. De acordo com as mesmas fontes, os governos locais serão responsáveis por supervisionar os bancos que enfrentam problemas, e o banco central oferecerá liquidez, caso seja necessário.

A China possui mais de três mil bancos de pequena dimensão, muitos dos quais sentem dificuldades para lidar, por um lado, com o crescente volume de empréstimos de risco e, por outro, com o controlo do Governo contra práticas de financiamento arriscadas. Até agora, as autoridades têm adoptado medidas isoladas para estabilizar o sector, tendo assumido o controlo de um banco em Maio e preparado resgates para outros dois. O Governo Central estará agora a preparar as bases para uma solução mais abrangente.

Questionado pela Bloomberg, o Banco Popular da China não se pronunciou sobre o assunto. Já a Comissão de Estabilidade Financeira e Desenvolvimento da China, presidido pelo vice-primeiro-ministro Liu He, confirmou ter realizado uma reunião na semana passada para aprofundar as reformas relacionadas com bancos de pequena e média envergadura, incluindo ajudas à recuperação de capital, mas não forneceu detalhes sobre o plano.

A proposta de reforma, que ainda não foi finalizada, também poderá obrigar os actuais accionistas de bancos em dificuldades a comprar títulos perpétuos para cobrir possíveis perdas, adiantaram as referidas fontes.

Em Julho, uma análise do UBS a mais de 250 bancos chineses concluiu que essas instituições enfrentam um potencial “rombo” de 2,4 bilhões de yuans.

 

JTM com agências internacionais