A relação entre a China e os EUA deve ser baseada na “coexistência pacífica”, na qual actuem como “parceiros, não adversários”, defendeu ontem o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, num encontro em Pequim com uma delegação chefiada pelo senador republicano norte-americano Steve Daines.
Wang salientou que esta é a primeira delegação bipartidária de senadores americanos a visitar a China desde que Donald Trump assumiu a Presidência dos EUA, o que tem significativa importância simbólica, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. A reunião ocorreu uma semana antes da visita de Trump a Pequim, agendada para 14 e 15 de Maio, segundo a Casa Branca.
Durante a reunião, Wang frisou que a política da China em relação aos EUA tem sido consistente e que, apesar de terem sistemas sociais e modelos de desenvolvimento diferentes, os dois países devem explorar um caminho correcto para a coexistência entre grandes potências, baseado no respeito mútuo e na cooperação mutuamente benéfica. “Todas as coisas na natureza coexistem sem se prejudicarem; devemos procurar conjuntamente a harmonia na diversidade, sendo parceiros e não adversários”, lê-se no comunicado.
Wang sublinhou que a China não seguirá o “antigo caminho da busca da hegemonia”, mas sim o desenvolvimento pacífico. Manifestou ainda disponibilidade para trabalhar com os EUA para implementar o consenso alcançado pelos dois chefes de Estado e estabilizar as relações bilaterais em benefício de ambos os países e do mundo.
Apelou também a Washington para que adopte uma visão objectiva da China, desenvolva um entendimento racional, respeite os seus interesses fundamentais e administre adequadamente as diferenças para alcançar resultados mais práticos e benéficos.
De acordo com o comunicado, ao longo do último ano, os Presidentes da China e EUA realizaram inúmeros telefonemas e reuniões que contribuíram para o fortalecimento da relação bilateral em momentos cruciais.
A delegação americana, por seu lado, partilhou as suas impressões sobre as relações bilaterais, e ambos os lados trocaram opiniões sobre questões internacionais e regionais de interesse comum.
JTM com agências internacionais



