O Hotel “Million Dragon”, que integra um dos casinos-satélite do grupo “Golden Dragon”, liderado por Chan Meng Kam, está a rescindir contratos de funcionários, alegando que a sua estrutura comercial será “ajustada” face à “ausência de perspectivas de negócios futuros”, adiantou ontem a edição online da revista “Inside Asian Gaming” (IAG), citando uma fonte conhecedora do processo. Vários funcionários, sobretudo ligados ao casino, já terão recebido avisos de despedimento, sendo que pelo menos uma carta indica que “a última data de emprego será 26 de Junho de 2022”.

De acordo com a IAG, “comunicações internas” indicam que o casino-satélite deixará de funcionar após essa data, que, a exemplo de outros espaços, assinala o término dos contratos de serviços firmados com a SJM Resorts, detentora da licença do jogo. As áreas de jogo serão assim “transferidas” para a concessionária, “para assumir as operações até 31 de Dezembro”, o que deverá implicar a entrega das mesas à SJM.

Dois outros hotéis do grupo – “Golden Dragon” e “Royal Dragon” – também pretendem encerrar as actividades do jogo a 26 de Junho, refere ainda a revista, sendo que ambos também se enquadram no âmbito da licença da SJM. Recorde-se que a empresa de Chan Meng Kam opera ainda o Grand Dragon, na Taipa, vinculado à licença da Melco Resorts & Entertainment.

Em Março, o jornal “Ou Mun” adiantou que pelo menos sete dos 18 casinos-satélite de Macau ponderavam fechar portas em Junho. Oficialmente, apenas a Emperor Entertainment Hotel Limited confirmou que não irá renovar o acordo com a SJM sobre a operação do casino Grand Emperor, por estar a enfrentar um ambiente operacional “difícil”, decorrente da pandemia, e devido às “perspectivas sombrias do segmento do jogo VIP”.

Na sequência desse anúncio, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais sublinhou prontamente que a SJM tem “o dever de tomar as devidas diligências” em prol dos direitos dos trabalhadores do casino Grand Emperor. Angela Leong, directora executiva da SJM, assegurou entretanto que a concessionária absorverá os trabalhadores que venham a ser despedidos devido ao encerramento de casinos- satélites ligados à sua licença.

Na nova versão da proposta de revisão da lei do jogo, o Governo aliviou as exigências sobre os casinos-satélite, permitindo que continuem a operar para além do prazo de transição de três anos, mas apenas como sociedades de gestão e sem partilha de receitas com as concessionárias.