epa12138427 (L-R) Gulf Cooperation Council (GCC) Secretary-General Jasem Mohamed al-Budaiwi, Myanmar's Permanent Secretary of the Ministry of Foreign Affairs Aung Kyaw Moe, Qatar's Minister of Commerce and Industry Faisal bin Thani bin Faisal Al Thani, Singapore's Prime Minister Lawrence Wong, Oman's Deputy Prime Minister for Relations and International Affairs Sayyid Asa'ad bin Tariq Al Said, Thailand's Prime Minister Paetongtarn Shinawatra, Saudi Arabia's Foreign Minister Prince Faisal bin Farhan Al Saud, Philippines' President Ferdinand 'Bongbong' Marcos Jr, Kuwait's Crown Prince Sheikh Sabah Al-Khaled Al-Hamad Al-Sabah, Malaysia's Prime Minister Anwar Ibrahim, China's Premier Li Qiang, Brunei's Second Foreign Minister Erywan Yusof, Ruler of the UAE's Emirate of Ras Al Khaimah Sheikh Saud bin Saqr Al Qasimi, Cambodia's Prime Minister Hun Manet, Indonesia's Foreign Minister Sugiono, Laos' Prime Minister Sonexay Siphandone, East Timor's Prime Minister Xanana Gusmao, and ASEAN Secretary-General Kao Kim Hourn pose for a family photo before the ASEAN-Gulf Cooperation Council (GCC)-China Summit following the 46th ASEAN summit in Kuala Lumpur, Malaysia, 27 May 2025. The inaugural trilateral summit takes place in Kuala Lumpur within the framework of the 46th Association of Southeast Asian Nations (ASEAN) summit.  EPA/FAZRY ISMAIL
epa12138427 (L-R) Gulf Cooperation Council (GCC) Secretary-General Jasem Mohamed al-Budaiwi, Myanmar's Permanent Secretary of the Ministry of Foreign Affairs Aung Kyaw Moe, Qatar's Minister of Commerce and Industry Faisal bin Thani bin Faisal Al Thani, Singapore's Prime Minister Lawrence Wong, Oman's Deputy Prime Minister for Relations and International Affairs Sayyid Asa'ad bin Tariq Al Said, Thailand's Prime Minister Paetongtarn Shinawatra, Saudi Arabia's Foreign Minister Prince Faisal bin Farhan Al Saud, Philippines' President Ferdinand 'Bongbong' Marcos Jr, Kuwait's Crown Prince Sheikh Sabah Al-Khaled Al-Hamad Al-Sabah, Malaysia's Prime Minister Anwar Ibrahim, China's Premier Li Qiang, Brunei's Second Foreign Minister Erywan Yusof, Ruler of the UAE's Emirate of Ras Al Khaimah Sheikh Saud bin Saqr Al Qasimi, Cambodia's Prime Minister Hun Manet, Indonesia's Foreign Minister Sugiono, Laos' Prime Minister Sonexay Siphandone, East Timor's Prime Minister Xanana Gusmao, and ASEAN Secretary-General Kao Kim Hourn pose for a family photo before the ASEAN-Gulf Cooperation Council (GCC)-China Summit following the 46th ASEAN summit in Kuala Lumpur, Malaysia, 27 May 2025. The inaugural trilateral summit takes place in Kuala Lumpur within the framework of the 46th Association of Southeast Asian Nations (ASEAN) summit. EPA/FAZRY ISMAIL

A Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) pediu ontem um alargamento do cessar-fogo em Myanmar para assegurar ajuda humanitária às zonas centrais do país, devastadas pelo sismo de 28 de Março, que fez quase 3.800 mortos. “Apelamos à extensão sustentada e à expansão nacional do cessar-fogo como um primeiro passo para acabar com a violência, com vista a criar um ambiente seguro e protegido, propício para garantir a entrega de ajuda e assistência humanitária”, lê-se numa declaração do bloco, assinada pelos líderes da ASEAN na Malásia.

Os líderes da Indonésia, Singapura, Malásia, Tailândia, Filipinas, Vietname, Laos, Camboja e Brunei reiteraram a sua preocupação “com a escalada dos conflitos e a deterioração da situação humanitária” no país, governado por um Governo militar desde o golpe de Fevereiro de 2021, quando a ASEAN os excluiu das suas reuniões de alto nível. “Instamos todas as partes a cessarem imediatamente os actos de violência contra civis e instalações públicas. Instamos todos a tomarem medidas concretas para travar imediatamente a violência indiscriminada, denunciar qualquer escalada, exercer a máxima contenção e garantir a protecção e a segurança de todos os civis”, acentua a declaração.

Estes pedidos surgem quatro dias antes do fim do cessar-fogo declarado pela junta militar no poder, embora a trégua tenha sido violada dezenas de vezes, de acordo com queixas da oposição e da ONU.

Na cimeira de Kuala Lumpur, a ASEAN frisou a importância de “garantir a entrega segura, atempada, eficaz e transparente de assistência humanitária sem discriminação”, uma vez que os guerrilheiros étnicos e os grupos pró-democracia acusam os militares de utilizarem estas doações como meio de controlo em zonas de conflito.

Encorajou ainda as partes a “construírem confiança para convocar um diálogo nacional inclusivo para alcançar uma solução pacífica e duradoura para a crise”, que se agravou desde o golpe e mantém a junta militar isolada de grande parte da comunidade internacional, que não reconhece a sua legitimidade.

 

Reforço dos laços com a China e países do Golfo

Os líderes da ASEAN realizaram ontem uma cimeira sem precedentes com o Primeiro-Ministro chinês Li Qiang e representantes do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), procurando reforçar os laços económicos no meio de uma guerra comercial. “Pela primeira vez, a ASEAN, o CCG e a China estão a unir-se (…) para abrir um novo capítulo de diálogo e cooperação”, disse o Primeiro-Ministro malaio, Anwar Ibrahim, na abertura do fórum.

O Primeiro-Ministro da China, maior parceiro comercial da ASEAN, classificou a oportunidade como “histórica” ​​e pediu uma maior abertura para que os três mercados e regiões possam partilhar um espaço onde “os recursos, a tecnologia e o talento fluam de forma mais eficiente, bem como o comércio e o investimento”.

A presença de Li Qiang reforça as recentes medidas da China na região, após a viagem do Presidente Xi Jinping durante o auge do ataque tarifário dos EUA, durante a qual promoveu Pequim como parceiro líder e assinou centenas de acordos.

 

JTM com agências internacionais