Os astronautas da missão Artemis II concluíram o sobrevoo da Lua e iniciaram ontem a viagem de retorno à Terra, após a observação de partes pouco conhecidas do satélite até agora.
Durante cerca de 40 minutos, os tripulantes da nave Orion – Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e Jeremy Hansen – ficaram sem qualquer tipo de contacto com a Terra ao passarem por trás do satélite natural. Nessa altura, puderam ver tanto o ocaso como o nascer da Terra.
O Presidente dos EUA felicitou os astronautas, frisando que fizeram “história”. “São pioneiros modernos, todos vocês”, afirmou Donald Trump, numa conversa com os tripulantes da Artemis II.
Pouco depois do início da viagem de regresso à Terra, que demorará cerca de quatro dias, os astronautas observaram um eclipse solar.
Na segunda-feira, a equipe da Artemis II bateu o recorde de 400.171 km de distância da Terra, estabelecido pela missão Apollo 13 na década de 1970. A missão actual superou a marca anterior, alcançando 406.771 km de distância.
“Hoje, em nome de toda a humanidade, vocês estão a ir além dessa fronteira”, declarou Jenni Gibbons, do controlo da missão em Houston, sobre um dos feitos de maior destaque da viagem até agora.
Durante o sobrevoo, os tripulantes viram a Lua de um ponto de vista único em comparação com as missões Apollo. Observaram a superfície completa e circular do satélite natural, incluindo as regiões próximas dos dois polos.
Os astronautas estudaram geologia para poder fotografar e descrever os traços lunares, entre eles antigos fluxos de lava e crateras.
A tripulação teve outro momento de emoção na segunda-feira, quando propôs baptizar duas crateras, uma delas em homenagem ao seu apelido para a nave espacial, Integrity. A segunda seria chamada de Carroll, em homenagem à mulher falecida do comandante da missão.
“É um ponto brilhante na Lua”, disse Hansen, com a voz embargada pela emoção. “E gostaríamos de chamá-lo Carroll”. Os astronautas abraçaram-se e, no controlo da missão em Houston, os funcionários da NASA observaram um momento de silêncio.
A NASA vai apresentar formalmente os nomes propostos à União Astronómica Internacional, órgão responsável por nomear os corpos celestes e seus acidentes geográficos.
JTM com agências internacionais



