O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura fez um balanço positivo da 65ª edição do Grande Prémio de Macau, apesar de alguns acidentes terem afastado da pista sete pilotos. De qualquer forma, frisou que a comissão organizadora avalia todos os anos as condições de segurança do circuito de uma modalidade “bastante perigosa”

 

Inês Almeida

 

Apesar de terem sido registados alguns acidentes, Alexis Tam fez um balanço positivo do Grande Prémio de Macau (GPM), lembrando que o desporto automóvel envolve riscos. “O Grande Prémio é sempre uma modalidade desportiva bastante perigosa, mas as pessoas gostam porque é um desafio, por isso, queremos ver este desporto. Nesta 65ª edição ficámos satisfeitos com a organização, não apenas porque tivemos três taças mundiais reconhecidas pela FIA mas também porque atraímos muitos cidadãos e turistas”, sublinhou o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura que também preside à Comissão Organizadora do evento.

Após o acidente envolvendo Sophia Florsch e Sho Tsuboi, a corrida de Fórmula 3 esteve suspensa durante uma hora e Alexis Tam acredita que a prova só foi retomada quando peritos da Federação Internacional Automóvel (FIA) afirmaram que havia condições para tal.

Ao longo dos quatro dias da competição contabilizaram-se cerca de 83.000 espectadores, número que “praticamente bateu recordes”, destacou o Secretário, acrescentando que “com certeza” a organização vai continuar a colaborar com a FIA.

Questionado sobre a possibilidade de reforçar as medidas de segurança, Alexis Tam começou por recordar que o Circuito da Guia atrai muitos pilotos sobretudo pelo desafio. “Todo o circuito, que são 6,2 quilómetros, traz muitos desafios para os pilotos e os espectadores gostam de ver”. “Aceitamos as indicações dadas pela FIA, fiscalizamos todo o circuito e só depois da concordância dos peritos é que começamos o evento. As nossas medidas de segurança são suficientes”, sublinhou o Secretário, admitindo porém que poderão ser reforçadas no futuro.

Pun Weng Kun reforçou a ideia. “Todas as medidas são ajustadas consoante as situações de cada ano e tem de ter em conta as indicações da FIA”, destacou o presidente do Instituto do Desporto.

O também coordenador da Comissão Organizadora foi ainda confrontado com o facto de a transmissão em directo das corridas, este ano, não mostrar imagens dos acidentes. Sobre essa matéria, asseverou que a organização “seguiu os procedimentos certos no tratamento dos incidentes e na divulgação das informações”.