Paulo Cunha Alves será o quinto Cônsul-Geral de Portugal na RAEM, soube a TRIBUNA DE MACAU junto de fonte diplomática em Lisboa. O sucessor de Vítor Sereno chegará de Camberra, onde tem desempenhado as funções de Embaixador para a Austrália, Nova Zelândia e Estados do Pacífico Sul desde 2013
O actual Embaixador em Camberra será o próximo Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, em substituição de Vítor Sereno, revelou fonte diplomática em Lisboa à TRIBUNA DE MACAU. Detentor do título de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário, e condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, Paulo Jorge Sousa da Cunha Alves irá tornar-se no quinto Cônsul português na RAEM, depois de Carlos Frota, Pedro Moitinho de Almeida, Manuel Cansado de Carvalho e Vítor Sereno.
Para já, ainda não é conhecida a data da passagem de testemunho entre Vítor Sereno e Paulo Cunha Alves, que ocupam os actuais cargos desde 2013. Em Fevereiro, durante uma visita a Macau, o Embaixador de Portugal em Pequim, José Augusto Duarte, disse que o nome do próximo Cônsul na RAEM já estava definido, mas não adiantou datas para a substituição, indicando apenas que Vítor Sereno poderia continuar no território por mais “seis meses”.
Após ter desempenhado funções na Representação Permanente de Portugal Junto da União Europeia e exercido o cargo de Cônsul-Geral em Boston (entre 2009 e 2013), Paulo Cunha Alves assumiu há cinco anos a liderança da Embaixada em Camberra, cuja área de jurisdição não se limita à Austrália, uma vez que também é responsável pela representação diplomática portuguesa na Nova Zelândia e em 14 Estados-ilha do Pacífico Sul, nomeadamente Samoa, Fiji, Vanuatu, Ilhas Salomão, Tonga, Papua Nova Guiné, Micronésia, Palau, Nauru, Ilhas Marshall, Kiribati, Ilhas Cook, Tuvalu e Niue. Além disso, a Embaixada tem sob sua alçada o Consulado-Geral em Sydney os Consulados Honorários de Melbourne, Perth, Adelaide, Darwin e Brisbane (Austrália), Wellington e Auckland (Nova Zelândia) e Majuro (Ilhas Marshall).
Para além da carreira diplomática, Paulo Cunha Alves também se tem dedicado à investigação histórica. Em 2016, juntamente com a esposa, Filomena Cunha Alves, lançou a obra “Do Oriente ao Ocidente – A Aventura da Porcelana Chinesa da Exportação Com Decoração Ocidental (1695-1815)”, projecto antigo que aborda uma área muito específica no comércio da Companhia das Índias.
J.R.D/S.T.



