epa13035941 Iranians walk past a billboard featuring Iran's national flag at Enqelab Square in Tehran, Iran, 14 June 2026. US President Donald Trump saying on a social media platform that a deal could be signed soon.  EPA/ABEDIN TAHERKENAREH RESTRICTIONS: NO Access Israel Media/Persian Language TV Stations Outside Iran/Strictly No Access BBC Persian/VOA Persian/Manoto TV/Iran International TV. (As mandated by Iran's Directorate General for Foreign Media) --
epa13035941 Iranians walk past a billboard featuring Iran's national flag at Enqelab Square in Tehran, Iran, 14 June 2026. US President Donald Trump saying on a social media platform that a deal could be signed soon. EPA/ABEDIN TAHERKENAREH RESTRICTIONS: NO Access Israel Media/Persian Language TV Stations Outside Iran/Strictly No Access BBC Persian/VOA Persian/Manoto TV/Iran International TV. (As mandated by Iran's Directorate General for Foreign Media) --

Uma delegação do Qatar viajou ontem para Teerão para promover o acordo de paz entre o Irão e os EUA, cuja assinatura parece iminente, noticiaram os meios de comunicação iranianos.

A agência noticiosa ISNA indicou que um dos conselheiros do ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, chegou a Teerão para “promover as negociações entre Teerão e Washington”. A agência Tasnim também confirmou a chegada da delegação do Qatar para discutir os “últimos desenvolvimentos no processo diplomático”.

O Qatar, juntamente com o Paquistão, é um dos mediadores entre o Irão e os EUA para alcançar um acordo de paz, que poderá ser assinado em breve, embora a data específica seja desconhecida.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou no sábado que o acordo com o Irão para pôr fim à guerra seria assinado este domingo, dia do seu 80º aniversário, permitindo a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.

No entanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Ismail Bagaei, afirmou que o memorando de entendimento não seria assinado ontem. “Precisamos de aguardar pela data exacta da assinatura do memorando de entendimento; embora não seja amanhã [domingo], não se pode descartar que ocorra nos próximos dias”, disse Bagaei, segundo a agência IRNA.

Por outro lado, a agência Fars, que citou uma “fonte bem informada”, afirmou na manhã de ontem que “a República Islâmica do Irão ainda não tomou, nem anunciou a sua decisão final”.

Já o Primeiro-Ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou no sábado que o acordo seria assinado por via electrónica nas próximas 24 horas e que os detalhes devem ser discutidos esta semana.

Algumas possíveis concessões do acordo provocaram críticas entre os líderes conservadores iranianos e, no sábado, uma agência do país publicou um vídeo de dezenas de manifestantes gritando palavras de ordem contra o ministro dos Negócios Estrangeiros.

O conflito começou a 28 de Fevereiro com os ataques de Israel e dos EUA contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos contra alvos americanos nos países do Golfo aliados de Washington. No dia 2 de Março, o Líbano entrou na guerra com os ataques do Hezbollah contra Israel, que respondeu com uma ofensiva para “eliminar” o movimento xiita, provocando já mais de 3.700 mortes, segundo o governo libanês.

Uma trégua a 8 de Abril interrompeu a maior parte dos ataques directos entre Irão e os EUA, mas não incluiu Israel, nem paralisou a guerra no Líbano.

As negociações têm esbarrado em vários pontos: o programa nuclear iraniano, o controlo de Ormuz, o fim das sanções ao Irão e a inclusão do Líbano no acordo de paz. Segundo o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, o texto que está a ser negociado prevê o fim do bloqueio americano aos portos iranianos e uma nova gestão do Estreito de Ormuz, controlado por Teerão desde o início da guerra.

A agência iraniana Mehr publicou na sexta-feira um texto apresentado como um rascunho do acordo com 14 pontos, que inclui o direito ao enriquecimento de urânio e o desbloqueio rápido de 24 mil milhões de dólares de fundos iranianos congelados no exterior, uma exigência crucial do Irão, que tem a sua economia asfixiada pelas sanções.

Sobre o urânio enriquecido, outro ponto das negociações, Trump afirmou que os EUA vão recuperar o material “no momento oportuno”. Até agora, Washington afirmava que qualquer acordo deveria conduzir ao “desmantelamento” do programa nuclear iraniano e permitir recuperar o material para destruí-lo e retirá-lo do país.

 

JTM com agências internacionais