Como se noticia noutro local desta edição, o Conselho de Estado da República Popular da China decidiu aumentar de 30 para 50 por cento a obrigatoriedade dos veículos do Estado usarem energia renovável. A medida obriga órgãos do Governo Central, instituições públicas e “algumas” cidades, o que não deixa margem para qualquer dúvida sobre o pretendido alcance.
Sabemos que esta decisão tem muito que ver com o excesso de poluição do ar das grandes metrópoles do Continente, que nos finais de 2015 levou a alertas à população, cancelamento da vida escolar e de eventos em espaços públicos.
Em Macau, a situação não é tão gravosa.
É incompreensível, contudo, que o Executivo não tenha ainda enfrentado directamente o problema, promovendo o uso de carros eléctricos através de incentivos fiscais e do aumento do número de pontos de recarga, nos mais variados pontos da cidade e ilhas.
É igualmente incompreensível que não comece por dar o exemplo com as suas viaturas e obrigando certos sectores como os autocarros públicos e a indústria do jogo, a acabarem de vez com as “máquinas poluidoras” que aniquilam a qualidade de vida dos cidadãos e turistas.
Desde há muitos anos que falo neste assunto, pois o Território tem condições próprias para ser exemplar nesta matéria. Sem êxito algum, reconheço.
Talvez agora haja maior sucesso pelo facto de ser o Governo Central a dar o exemplo…





