De 5 de Junho de 2025 a 10 de Fevereiro de 2026, Maria Lúcia da Conceição Abrantes Amaral foi ministra da Administração Interna do Governo de Portugal. Agora, nas vésperas do debate na Assembleia da República sobre a crise no combate à intempérie, apresentou a sua demissão, requerida de há muito tempo, por variados sectores da vida portuguesa.

Tinha um vistoso currículo “de gabinete”. Jurista, foi professora e magistrada portuguesa, antiga Vice-Presidente do Tribunal Constitucional, Professora Catedrática da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e anterior Provedora de Justiça de Portugal, e por inerência, Conselheira de Estado desde 2018… um currículo que pouco tem que ver com as exigentes funções da pasta da Administração Interna.

Desde o início foi um erro de “casting” do primeiro-ministro, a que se juntou a teimosia em mantê-la ao longo de vários meses num lugar que necessita de “sujar os pés na lama”. Naturalmente acabou transformada em bode expiatório.

Vai ser penoso ouvir as explicações de Montenegro na Assembleia…

 

*Jornalista, ex-director e ex-administrador do JTM