Jorge Silva*

Jorge Silva*

1. O tufão Bebinca, que nos visitou, de passagem, na semana passada obrigou ao içar do sinal 8, logo um aviso do que poderia ser a sua intensidade. Hong Kong optou por não hastear o 8, mas Macau, o governo e as suas gentes, estão escaldados depois da tragédia do Hato, no ano passado, em que perderam a vida pelo menos dez pessoas.

Por isso, desta vez, as autoridades multiplicaram-se em avisos e medidas de prevenção, apara além do que é habitual, embora, no final, tudo não passasse de falso alarme já que o Bebinca foi à sua vida…

Ainda bem que tal aconteceu mas mais vale prevenir, mesmo em terra de tufões… No caso do Hato, as vítimas acabaram por morrer fora de casa, quando se sabe que, quando é hasteado o sinal 8, aconselha-se a população a ficar em casa.

Quanto mais, quando chega o sinal 10 e um tufão com a dimensão inaudita  do Hato… Sabe-se quem foi o bode expiatório da situação- o dr. Fong Soi Kun, director, à altura dos acontecimentos, dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, um homem com carreira impoluta na Função Pública, uma folha de serviço de mais de 30 anos!

O processo da sua exoneração ainda corre nos tribunais mas do que ouvimos e lemos de especialistas do Japão, Hong Kong e Portugal, foram tomadas as decisões correctas por parte de Fong, antes e durante o Hato.

As medidas agora anunciadas, mais equipamentos para centros de emergência, maior vigilância, são a prova de que havia trabalho de casa por fazer da responsabilidade do governo e autoridades.

 

2. O caso da criptomoeda e as suas implicações no território ainda vai dar muito que falar. O assunto chegou aos tribunais das duas Regiões, mais de 30 pessoas terão sido, alegadamente, lesadas, os investimentos feitos ultrapassam os 12 milhões de dólares de Hong Kong, enfim um imbróglio que a justiça terá de desfiar.

O que poderá querer dizer que investimento na criptomoeda ainda é uma zona escura, perigosa, e de difícil retorno, passada a euforia dos primeiros negócios.

 

3. Ficámos com a ideia de que haveria mais esclarecimentos, por parte do Instituto Politécnico, sobre a reportagem no jornal Macau Daily Times junto de um professor que saiu em ruptura com a instituição.

É certo que o IPM veio desmentir logo o professor, mas sempre há ou não um inquérito formal ao assunto?

 

*Jornalista