No nosso mundo contemporâneo, as Barbies, que fizeram 60 anos este mês, são ídolos para jovens crianças e jovens solteiras porque depois é tarde!!! Basta pensar em maternidade e adeus Barbies!
O mundo contemporâneo não dá qualquer hipótese à Mulher que quer ser tudo ao mesmo tempo. Porque uma coisa é certa: Fica sem tempo para ela; para pensar nela; para cuidar dela!
Para que a Mulher Mãe possa ser Barbie no sentido estético e autónomo da simbologia, ele, o que está ao lado, o que come do mesmo pão – cumpane – companheiro – tem que ser um Vate dos tempos modernos e fazer do trabalho poesia ao vivo, dos berros do bebé uma espécie de sinfonia mimalha e das fraldas mal cheirosas um perfume inédito angelical! Ele tem que ser um Paladino do Amor e fazer tudo por ela! Incluindo o cuidar dos bebés sempre e quando for preciso. Mas para isso acontecer o estado, o governo, as pessoas dirigentes que já estiveram no colo da infância a tomar o biberão e a mudar de fralda, têm que fazer uma Revolução de consciência, bater o pé e dizerem em uníssono – Isto está mal!!!
Ter filhos não implica, não deve implicar o gostar menos de si própria, o cuidar menos de si própria, pelo contrário, há razões de sobra para cuidar mais e gostar mais. Por isto minhas caras lembrem-se sempre de ter uma Barbie por perto, mesmo que seja a da vossa filha, afilhada, sobrinha… para que simbolicamente se lembrem:
– Se não cuidarmos de nós, quem o fará?!!!
*Escritora e especialista em Psicologia da Arte



