Nos últimos anos, o pickleball (padel), com a sua simplicidade de aprendizagem e atractividade para pessoas de todas as faixas etárias, tem vindo a conquistar o mundo, tornando-se um representante dos desportos de lazer emergentes. Por outro lado, Macau está a envidar esforços para promover o desenvolvimento da indústria desportiva, procurando novas vias para a diversificação económica. Este desporto, que combina as vantagens do ténis, badminton e ténis de mesa, com baixa exigência técnica e elevado factor de diversão, poderá tornar-se um novo motor para a indústria desportiva de Macau, injectando novo dinamismo no desenvolvimento da cidade.

O pickleball possui vantagens únicas para o desenvolvimento da indústria desportiva. Primeiro, os requisitos relativos ao espaço são baixos: é possível aproveitar os campos de badminton e de ténis existentes em Macau, não sendo necessária a construção, em grande escala, de novas instalações, o que é adequado à realidade local da escassez de terreno. Segundo, a intensidade deste desporto é moderada e as regras são simples, sendo assim adequado para participantes de todas as faixas etárias. Pode não só enriquecer a vida de lazer dos cidadãos, como também atrair diferentes tipos de visitantes, criando uma interacção positiva com a indústria turística de Macau. Actualmente, o número de praticantes de pickleball em Macau tem vindo a subir, tornando-se este desporto uma das surpresas do desenvolvimento desportivo local.

Contudo, para promover o desenvolvimento desta indústria desportiva no território, é necessário resolver, com precisão, alguns problemas. Nesse sentido, tenho as seguintes sugestões:

Primeiro, aperfeiçoar o apoio político e a construção de espaços: o Governo deve lançar políticas de apoio específicas, incentivar a participação das operadoras de jogo e de capitais da sociedade civil, bem como transformar espaços desaproveitados em campos profissionais de pickleball, de modo a reduzir as barreiras de acesso do público à prática desportiva.

Segundo, fortalecer a formação de talentos: cooperar com instituições de ensino superior e federações desportivas para lançar cursos de formação de treinadores, captar profissionais internacionais, aprofundar a divulgação nas escolas e cultivar o interesse entre os jovens e adolescentes.

Terceiro, promover o desenvolvimento integrado “Desporto+”: combinar o pickleball com o turismo, o entretenimento e a cultura, criando competições com identidade própria.

Além disso, para o plano de desenvolvimento do pickleball no futuro, proponho uma promoção em três fases:

Primeiro, fase de curto prazo: concluir a transformação dos campos e a constituição de uma reserva de talentos, assim como realizar competições amadoras locais para aumentar a visibilidade do pickleball entre os cidadãos.

Segundo, fase de médio prazo: criar uma marca regional de competições de pickleball, reforçar a cooperação com as cidades da Grande Baía, expandir a cadeia industrial e introduzir formatos comerciais relacionadas como venda de equipamentos e serviços de treino.

Terceiro, fase de longo prazo: realizar competições internacionais de pickleball, transformando-as numa marca desportiva de Macau, e promover a integração profunda da indústria do pickleball com o turismo, a indústria da saúde e bem-estar, entre outras, tornando o pickleball um importante pólo de crescimento da indústria desportiva de Macau.

A longo prazo, com as suas vantagens inerentes e a base de desenvolvimento em Macau, o pickleball tem pleno potencial para se tornar um novo motor da indústria desportiva da cidade. Desde que haja orientação do Governo, participação de empresas e envolvimento de toda a população, e sejam aperfeiçoados a cadeia industrial e o ecossistema de desenvolvimento, será possível impulsionar o desenvolvimento de qualidade da indústria do pickleball em Macau, injectando vitalidade duradoura na diversificação da indústria desportiva da RAEM.

 

*Presidente da Associação de Estudos Sintético Social de Macau