José Rocha Diniz

José Rocha Diniz

Foi recentemente anunciado pelo Governo da RAEM o aumento da bandeirada dos táxis, a partir 14 de Dezembro. Muita gente concordou. Diz-se que o aumento não é significativo e pode mesmo estar abaixo da inflação registada desde a última subida, nomeadamente em relação aos acréscimos sentidos nos combustíveis.

Há quem ache que o termo de comparação deve ser o preço praticado nos territórios e países vizinhos. Sendo assim, realmente, os preços da bandeirada e “corridas” dos táxis são mais acessíveis, para que, certamente, também contribui o facto das distâncias serem pequenas.

Mas estou em total desacordo. O termo de comparação deve ser não apenas o preço, mas o serviço prestado. E sobre este ponto de vista, a opinião mais generalizada é que os táxis prestam um mau serviço.

Mesmo quando não se furtam a apanhar clientes para se irem colocar em frente à saída dos casinos, enganam os passageiros com verbas exageradas e os forçam a pagar (situações que têm aumentado diariamente), os táxis são velhos, sujos, cheiram mal e os condutores não cooperantes com os clientes. Todos sabem disto e têm sido inúmeras as queixas apresentadas.

Porque razão a DSAT não ligou o aumento do preço dos táxis à obrigação de uma maior qualidade do serviço é algo que não faz qualquer sentido, tanto mais que a própria DSAT o tinha prometido publicamente.

Perdeu-se mais uma oportunidade!