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HÁ 20 ANOS

 

MORTE DE JAPONÊS FOI NOTA TRISTE DE GRANDE PRÉMIO MUITO EMOTIVO

O maior cartaz turístico do território nesta sua 41ª edição, já pertence ao passado. Mas brilhantemente confirmado. Não fora a desventura do japonês Katsuhiro Tottiori, morto num acidente no primeiro dia de provas, e este 41º quase nada teria para contar em termos de infelicidade. Mesmo a hospitalização do britânico Dave Leach e do australiano Ken Watson, também eles vítimas de acidente na segunda manga do 28º Grande Prémio de Motos, não teve a gravidade que se chegou a temer. Emoção, sim, foi a rodos. Alegria, capacidade competitiva, belíssimo comportamento dos condutores tanto na Fórmula 3, como nas superbikes, nos carros de turismo ou nas motos. Como já se tinha vaticinado, também o tempo ajudou para que o espectáculo se valorizasse a alto nível. Mas foi, sobretudo, na notável organização de todo o bloco competitivo, das medidas de segurança e da assistência aos pilotos, público e órgãos de Comunicação, que esteve o segredo do êxito desta 41ª edição do Grande Prémio de Macau. Simplesmente impecável, se atendermos às características desta prova em circuito urbano e com as limitações que todos conhecem numa cidade de Macau. No sábado, portanto, tivemos as motos em grande plano. Excelentes exibições e resultados que se podem garantir como magníficos: o malaio Chao Kiit Choong, ganhou em superbikes, beneficiando duma avaria inesperada do português Pedro Baptista, que seguia na frente com ar de grande vencedor. Mesmo assim, no pódio estiveram ainda dois lusitaníssimos nomes: o próprio Pedro Baptista como segundo classificado e Agostinho Vieira, terceiro. No 28º Grande Prémio de Motos, ensombrado, como já se disse, pela morte de um piloto, a vitória coube ao veterano Steve Hislop, que esteve muito bem a defender o título que já ostentava  do ano passado, embora “tendo à perna” perseguidores da marca de Mike Edwards e Stephan Martens. Na corrida da Guia, feita em trinta voltas e duas mangas para carros de turismo, com o sBMWs a superiorizarem-se à concorrência, os portugueses Ni Amorim (8º lugar), Rui Valente (10º) e Carlos Rodrigues em pior posição, na puderam infelizmente brilhar o suficiente para dar alguma satisfação aos seus fãs.