A mediação da RPC no ataque russo ao território ucraniano é um sinal prometedor para se encontrar uma solução, a tempo de impedir a degradação da situação que, segundo os relatos, já fez dezenas de vítimas dos dois lados, uma crise humanitária sem paralelo recente na Europa e duras sanções que, em breve, vão atingir o quotidiano da população russa, que não foi tida nem havida no conflito.

Não será fácil o papel da RPC.

Do alto do seu poderio militar, Putin já fez saber que as suas reivindicações aumentaram. Agora, como disse ao presidente Macron, exige “o reconhecimento da soberania russa sobre a Crimeia, o fim da desmilitarização e da desnazificação do Estado ucraniano e a garantia da sua neutralidade”.

São pré-requisitos difíceis de aceitar por um Estado soberano, nalguns casos, meramente subjectivos como a denominada “desnazificação”.

Não deixam grande margem de manobra para negociar e só a intervenção de outra grande potência como a China, poderá ajudar a resolvê-la.

É uma mediação prometedora, embora difícil.

Se for positiva, o Mundo vai agradecer-lhe.

 

* Administrador do JTM